Paulo Baldaia

Paulo Baldaia

A responsabilidade do PSD e do PS na normalização do Chega

A afirmação da extrema-direita e o seu potencial de crescimento, na Europa de uma forma geral e em Portugal de uma forma particular, é um risco a que devemos estar atentos. A normalização do Chega, vista pelo PSD de Luís Montenegro, como indispensável para chegar ao poder, é um erro do ponto de vista partidário, pelo risco de fazer crescer o poder de negociação de André Ventura, mas sobretudo por contribuir para uma cada fez maior divisão da sociedade, assente num nacionalismo xenófobo e racista promovido pelo Chega.

Paulo Baldaia

Os 50 graus dos chalupas

Podemos e devemos limpar os terrenos para não dar ao fogo o melhor pasto. Podemos e devemos fazer um melhor ordenamento do território e apostar ainda mais na descentralização da sua gestão para evitar erros no interior do país provocados por decisões tomadas nos palácios de Lisboa. Podemos e devemos dar mais meios e melhores retribuições aos bombeiros voluntários para os ter mais motivados num combate que é de todos. Podemos e devemos ter tolerância zero com o desleixo e mão pesada com os incendiários para evitar que tantos fogos comecem no mesmo dia. Podemos e devemos não dar descanso à corrupção que possa existir na aquisição de meios ou material de combate para evitar desperdício de dinheiro que tanta falta faz ao país.

Paulo Baldaia

Já que pagamos, vamos lá defender a escola pública

A divulgação dos rankings das escolas que estará entre as noticias mais ouvidas, mais vistas e mais lidas, ajuda a perpetuar um mito que é claramente prejudicial à escola pública. Dirão que é um facto, que as notas que os alunos tiram nos exames, visto na média de cada escola, da mais alta para a mais baixa, diz-nos que o ranking é claramente dominado pelas escolas privadas. É um facto.
O que essas notas não nos dizem é que os privados fazem uma seleção dos alunos, à cabeça os privados que querem mostrar um ensino de excelência. Há colégios privados que só aceitam a entrada de alunos que cheguem com notas altas e outros, sem terem esse grau de exigência, que se limitam a preparar os alunos para os exames de acesso ao ensino superior ou a inflacionar as notas de final do ano.