Rosália Amorim

Rosália Amorim

Desejos e deveres

Hoje inicia-se um novo ano. É dia de reinício, renovação e reinvenção. Em cada ano que começa, cada português volta a encher o seu coração de esperança num país melhor, mais sustentável, mais equilibrado, mais coeso e com menos ou, de preferência, nenhuns casos de corrupção, falta de ética e de respeito pelo bem público e de ausência de valores morais. E tem a esperança de que não se repitam, neste ou noutros governos, casos como o do ex-autarca de Caminha, Miguel Alves, ou da indemnização de Alexandra Reis, paga por uma empresa pública intervencionada pelo Estado e, portanto, sustentada por todos nós, os contribuintes.

Rosália Amorim

Dar novo uso ao corte e costura

As medidas tradicionais de cortes de custos nas empresas já não chegam, já não são suficientes. A crise inflacionista obriga a uma nova ginástica. Todos os empresários e quadros dirigentes já o sabem, afinal não há como acomodar tantos aumentos de preços e sobreviver é preciso.

Um estudo recente da Accenture revela que mais de três quartos das empresas (76%) cortaram custos para sobreviverem durante a pandemia. E hoje 90% dos gestores afirmam que deve ser adotada uma nova abordagem quanto à redução de custos que permita responder às contínuas disrupções e, simultaneamente, criar valor para as organizações. Ora aí está a grande questão: como cortar para preparar a empresa para o futuro, mas, já agora, sem matar a própria empresa?

A estratégia de encolher para sobreviver deve ter em conta as aspiração e desenvolvimento futuro da organização e das suas pessoas. Mas sabemos, todos, que nem sempre é assim. O memso relatório, que se baseia num questionário global a 2000 executivos de 15 indústrias diferentes, tem como uma das principais conclusões a urgência na mudança da estratégia de redução de custos tradicionalmente adotada.

Rosália Amorim

Fomentar o desenvolvimento

Todos os olhos estão postos na nova vida do Banco Português de Fomento (BPF). Agora que o primeiro-ministro deu posse à nova administração, a expectativa de que o BPF possa fazer a diferença na economia e no desenvolvimento nacionais é grande. O processo de escolha das duas mulheres, com braços de ferro, que passam a liderar a instituição demorou. Primeiro, os nomes escolhidos pelo governo tiveram de passar no crivo do Banco de Portugal. Depois de acendida a luz verde, foi preciso esperar que a anterior administração deixasse a casa arrumada e as contas fechadas para que as novas líderes colocassem a chave na porta e entrassem no hall.

Rosália Amorim

Antever com prudência o ano de 2023

Os banqueiros reuniram-se esta semana para discutir o estado do setor financeiro em Portugal e o que se antevê para o próximo ano, numa iniciativa editorial do DN, Dinheiro Vivo e TSF.

Em 2022 já sabemos com o que contamos: alta inflação, subida das taxas de juro e, logo, do crédito à habitação, elevados custos com a energia, mas também proveitos (nalguns casos recorde) da banca. Quinta-feira foi a vez de a Caixa Geral de Depósitos apresentar os seus resultados, com lucros de 692 milhões até setembro e a intenção de distribuir o maior dividendo de sempre.

Os bancos garantem que arrumaram a casa nos últimos exercícios e que recuperam agora do impacto da pandemia.