"Algumas rotinas falharam." Ex-jogador do Sporting e do Braga explica erros dos dois clubes

Luís Filipe defende que os leões têm de voltar a trabalhar na consistência defensiva.

Rúben Amorim admitiu que o jogo entre o Sporting e o Sporting de Braga foi um bom espetáculo, mas como treinador não gostou de alguns pormenores do jogo dos leões. Luís Filipe, antigo lateral direito dos dois clubes, aponta uma explicação.

"Pareceu-me que algumas rotinas falharam no Sporting, o que não é normal. É algo difícil de entender porque os jogadores que jogaram na defesa já jogam há algum tempo juntos. Estas falhas servem de alerta para o grupo que tem de estar sempre concentrado. Às vezes a rotina já é tão fácil e mecânica que os jogadores deixam de estar tão concentrados porque acreditam que aquilo já funciona muito bem, mas como se viu ontem não é bem assim", explicou à TSF Luís Filipe.

Há, por isso, que voltar a trabalhar naquilo que parecia já adquirido: a consistência defensiva. Quanto ao Braga, Luís Filipe reconhece na equipa a personalidade de Artur Jorge, que conhece bem.

"É uma equipa à imagem do seu treinador, do que ele era também como jogador. É uma equipa que se mantém também junta já há algum tempo. É uma equipa sempre a ter em conta e espero que se consiga intrometer entre os três grandes porque seria bom também para o campeonato ter mais uma equipa na luta pelos lugares de cima", afirmou o futebolista.

Além de ter jogado no Sporting, Sporting de Braga e Benfica, Luís Filipe foi também jogador de Sérgio Conceição no Olhanense. O treinador do FC Porto cumpre no próximo fim de semana o jogo 300 como treinador na I Liga e o futebolista lembra como Conceição se apresentou no Olhanense em 2012, há mais de dez anos.

"O impacto foi grande porque, antes de mais, o Sérgio foi um grandíssimo jogador e logo a esse nível, para todos os que ali estavam, era um privilégio ser treinado por alguém que fez tanto na carreira como jogador. Com a sua forma de estar e personalidade demonstrou logo para o que vinha e isso teve um impacto muito positivo na equipa e foi importante", recordou Luís Filipe.

Um treinador que despendia tempo com os jogadores.

"Era muito próximo, amigo dos jogadores, mas quando era para trabalhar e para treinar não havia muitos facilitismos. Era muito exigente e se por acaso a equipa ou algum jogador facilitasse, por muito que gostasse ele não tinha qualquer problema em mandar toda a gente para casa. Isso acabou por ser positivo porque os jogadores perceberam que durante o treino teriam de estar concentrados e ao mais alto nível. A partir dali ele seria o primeiro a brincar com todos, mas enquanto durasse o treino queria que fossemos o mais sérios possível", acrescentou o lateral direito.

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