BE considera que caso na Federação de Judo justifica "audição do secretário de Estado" na AR

Joana Mortágua diz que as acusações são demasiado graves e pede explicações a João Paulo Correia.

A deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua considera que as denúncias das atletas relativas à Federação Portuguesa de Judo "são demasiado graves" e diz que se justifica uma audição do secretário de Estado do Desporto, João Paulo Correia, na Assembleia da República.

"As denúncias de atletas olímpicas sobre a Federação Portuguesa de Judo são demasiado graves para não merecerem esclarecimento. A situação arrasta-se sem que sejam assumidas responsabilidades. Justifica-se a audição do Secretário de Estado do Desporto no Parlamento", escreveu a deputada bloquista no Twitter.

Telma Monteiro criticou, na manhã desta segunda-feira, a Federação Portuguesa de Judo. A medalhada olímpica revelou que a federação liderada por Jorge Fernandes despediu a selecionadora Ana Hormigo com uma mensagem por e-mail, um dia antes da seleção viajar para competir no Grand Slam de Abu Dhabi, de apuramento para os Jogos Olímpicos.

"Quando me perguntam como vão as coisas com a federação... vão assim: Amanhã vou viajar para a competição, a minha primeira depois da cirurgia ao joelho. Hoje, a federação despediu a treinadora Ana Hormigo, por email, no dia antes de a equipa viajar! Sem a equipa ou a própria saber de forma antecipada. Em semana de competição de apuramento olímpico", relatou a judoca no Instagram.

Pelo seu lado, em declarações à TSF, Jorge Fernandes refuta as acusações. O presidente da Federação Portuguesa de Judo nega ter despedido a selecionadora nacional Ana Hormigo, embora reconheça que esta já "não tem condições para continuar".

O dirigente explica que pediu ao "advogado da federação para entrar em contacto com ela [Ana Hormigo]".

"Ela [Ana Hormigo] irá entrar em contacto com o advogado, foi assim que eu lhe pedi, para falarem os dois e chegarem a algum entendimento", explica, reiterando a ideia de que "não há condições" para Hormigo continuar a trabalhar na federação. "Quem escreve aquilo que ela escreveu nas redes sociais sem nunca ter falado com a federação não tem condições para continuar aqui", assevera também Jorge Fernandes.

Em agosto, Ana Hormigo solidarizou-se com uma carta aberta então subscrita por sete dos dez atletas do projeto olímpico da modalidade: Telma Monteiro, Bárbara Timo, Rochele Nunes, Patrícia Sampaio, Catarina Costa, Anri Egutidze e Rodrigo Lopes. No documento surgiam críticas ao funcionamento da modalidade em Portugal e a denúncia de um "clima insustentável e tóxico" alegadamente promovido por Jorge Fernandes.

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