Com problemas para entrar na Austrália, Djokovic pode ter de voltar para trás "no próximo avião"

Autoridades do estado australiano de Victoria rejeitaram visto do tenista sérvio.

O número um do ténis a nível mundial, Novak Djokovic, pode ter a participação Australian Open em risco. O tenista foi barrado na chegada à Austrália porque o governo estadual de Victoria recusou aceitar o visto pedido pelo sérvio por, supostamente, não contemplar isenções médicas.

A ministra de Estado de Victoria, Jaala Pulford, disse num tweet que as autoridades que representa se recusaram a apoiar o pedido de visto com a dita exceção médica.

"O governo federal questionou se vamos apoiar o pedido de visto do Novak Djokovic para disputar o Open da Austrália e não o vamos fazer. Sempre dissemos que os vistos são uma questão do governo e que as isenções médicas são da responsabilidade dos médicos", afirmou.

Segundo o jornal australiano The Age , a equipa de Novak Djokovic pediu o visto errado. O sérvio estava, supostamente, a tentar entrar no país com um visto de trabalho que acreditavam que podia garantir "o apoio do governo vitoriano".

O mesmo meio de comunicação social garante que Djokovic provavelmente seria autorizado a sair do avião e a entrar em Melbourne, mas a questão do visto atrasou o processo.

Os australianos reagiram com fúria ao saberem que Djokovic, abertamente cético em relação às vacinas contra a Covid-19, tinha recebido uma isenção médica para poder jogar o Open da Austrália, que arranca neste mês de janeiro. O diretor do torneio, Craig Tiley, disse que o campeão em título não tinha recebido qualquer "favor especial", mas encorajou o sérvio a revelar por que razão tinha recebido a isenção para acalmar o público.

Todos os participantes no primeiro Grand Slam de 2022, que começa a 17 de janeiro, devem ser vacinados contra a Covid-19 ou ter uma isenção médica, que só é concedida após avaliação por dois painéis de peritos independentes.

Djokovic anunciou no final da terça-feira que estava a caminho de Melbourne com "uma autorização de isenção", pondo, assim, fim à saga sobre se iria defender o título de campeão.

O primeiro-ministro australiano Scott Morrison disse que se as razões da isenção médica de Djokovic fossem "insuficientes", então o sérvio estaria "no próximo avião de regresso a casa".

"Não deveria haver quaisquer regras especiais para Novak Djokovic. Nenhuma", disse numa conferência de imprensa.

A Ministra dos Assuntos Internos da Austrália, Karen Andrews, advertiu que qualquer pessoa que entre no país deve cumprir com os requisitos da fronteira: "Embora o governo vitoriano e a Federação de Ténis da Austrália possam permitir que um jogador não vacinado possa competir no Australian Open, é o governo da Commonwealth que fará cumprir os requisitos de entrada na fronteira australiana", disse.

A ministra ainda acrescentou: "Nenhum indivíduo que concorra no Open da Austrália terá direito a qualquer tratamento especial."

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