"Não temos como sair." Futebolistas brasileiros refugiam-se em hotel de Kiev e pedem ajuda

No vídeo, os jogadores, que se refugiaram num hotel, fazem-se acompanhar das mulheres e filhos.

Vários futebolistas brasileiros que jogam no Dínamo Kiev e no Shakhtar Donetsk apelaram esta quinta-feira à ajuda do governo do Brasil para os ajudar a saírem da Ucrânia, num momento de fronteiras e espaço aéreo fechados.

"Pedimos ajuda devido à falta de combustível que existe na cidade, fronteira e espaço aéreo fechados, não temos como sair. Pedimos muito a ajuda ao governo do Brasil", referiu o grupo.

Na mensagem, os jogadores, que se refugiaram num hotel, fazem-se acompanhar das mulheres e filhos, que também apelam a uma ajuda do exterior, referindo que se sentem "abandonados", num momento em que não sabem o que fazer.

Nas redes sociais, o futebolista Júnior Moraes, que já representou várias equipas ucranianas, a atual o Shakhtar Donetsk, e que é internacional pela Ucrânia, disse que todos se sentem presos em Kiev.

"A situação é muito grave para todos os nossos amigos e familiares. Estamos presos em Kiev e à espera de uma solução", disse o jogador, que integra o grupo que se refugiou num hotel de Kiev e que pede a divulgação da mensagem para o exterior.

A Rússia lançou esta quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar em território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que as autoridades ucranianas dizem ter provocado dezenas de mortos nas primeiras horas.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que o ataque responde a um "pedido de ajuda das autoridades das repúblicas de Donetsk e Lugansk", no leste da Ucrânia, cuja independência reconheceu na segunda-feira, e visa a "desmilitarização e desnazificação" do país vizinho.

O ataque foi de imediato condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU.

ACOMPANHE AQUI A ESCALADA DE TENSÃO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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