O primeiro recordista do Mundial é um adepto. Lucas assiste a todos os jogos ao vivo

O recorde pertencia a um sul-africano, mas Lucas Tylty superou essa marca no jogo de Portugal com o Uruguai e está em busca de um número imbatível, só alcançável num Mundial em que os estádios são tão próximos uns dos outros.

É brasileiro, fã de futebol e já bateu um recorde no Mundial do Catar. Lucas Tylty, um influencer de 26 anos, tornou-se o adepto de futebol a assistir a mais jogos ao vivo numa só edição de um Campeonato do Mundo. No Catar, ainda não falhou um jogo, mesmo com alguns a realizarem-se à mesma hora. Promete, agora, continuar esta "odisseia" pelos estádios até à final da competição.

Uma semana depois de alcançar o objetivo, este brasileiro esteve à conversa a TSF e explicou que a ideia surgiu em 2018, enquanto decorria o Mundial da Rússia. No entanto, só um ano depois, quando visitou o Catar para assistir a alguns jogos do Mundial de Clubes, é que percebeu que o recorde mundial podia ser batido, devido à proximidade dos estádios.

Lucas Tylty superou a marca de um sul-africano, que tinha assistido a 31 jogos no Campeonato do Mundo da África do Sul. Agora o recorde pertence a este brasileiro, que já esteve nos 52 jogos já realizados do Mundial. Curiosamente, bateu o recorde no jogo de Portugal com o Uruguai. O principal objetivo já está alcançado, mas não é para parar já: "Há muita gente que quer fazer os 64 jogos e eu quero lá chegar para que nunca ninguém consiga passar essa marca", afirma o novo recordista.

Com uma equipa a auxiliá-lo, Lucas Tylty vai de estádio em estádio, mesmo que os jogos aconteçam ao mesmo tempo, como aconteceu na última jornada da fase de grupos. Nesses casos, ele tem de arranjar uma maneira de resolver a situação: "Deixo o carro posicionado de uma forma em que consiga sair do estádio de forma rápida ou então se houver um acidente ou muito trânsito, apanho o metro", explica o influencer. Ainda assim, Lucas já apanhou alguns sustos, conseguindo apenas chegar já na segunda parte a alguns jogos. Uma das tarefas mais difíceis é quando o jogo é no estádio Lusail, o estádio da final, porque "é muito complicado parar o carro em redor do estádio, uma vez que polícia bloqueia todas as passagens. Quando o jogo é nesse estádio, paramos o carro no local mais próximo e depois pego numa trotinete e vou até ao estádio para não perder tempo a andar até lá".

É uma missão desgastante física e mentalmente, sobretudo quando, na fase de grupos, Lucas saía do hotel e não tinha entrada garantida nos estádios: "Eu ainda não tenho 64 bilhetes. Houve dias em que saía do hotel só com dois bilhetes e havia quatro jogos", revela Lucas Tylty, explicando à TSF que alguns bilhetes já estão garantidos, muito graças a algumas confederações e federações de diversos continentes e de países que estão a ajudar em prol deste objetivo.

Uma das situações mais tensas para Lucas foi quando saiu do hotel sem bilhete para o jogo entre Bélgica e Marrocos e quase ficou à porta do estádio: "Os adeptos de Marrocos vieram em peso para o Catar. Não estava à espera que estivesse tanta gente num jogo assim. Esperava mais dificuldades num jogo do Brasil, da Argentina ou da Espanha, mas não entre Bélgica e Marrocos. Estava desesperado! No entanto, consegui um bilhete junto da federação de Marrocos a dez minutos do início do jogo", conta este adepto de futebol.

O ritual deste brasileiro no Mundial é sempre o mesmo e bastante rigoroso. Acorda, toma banho, come muito para ter energia para o dia, porque sabe que vai passar algumas horas sem comer. Chega ao hotel, à noite, estoirado, toma banho e vai direto para a cama dormir. Lucas é um apaixonado por futebol. Está habituado a viajar para ver jogos da Taça Libertadores e, também, da Liga dos Campeões. A aventura para este jovem continua, mas consiga ou não ir a todos os jogos até à final, o nome Lucas Tylty já está inscrito no livro dos recordes do mundo de Guinness de 2022.

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