"Para que a verdade venha ao de cima." Alvo de auditoria, Federação de Judo diz-se disponível para esclarecimentos

Acusações de atletas contra a Federação Portuguesa de Judo vão ser investigadas.

O Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) anunciou esta segunda-feira que vai avançar com uma auditoria externa extraordinária à Federação Portuguesa de Judo (FPJ), na sequência das queixas de vários atletas.

O IPDJ quer saber como está a ser utilizado o dinheiro do programa olímpico de judo, depois de a Federação Portuguesa de Judo ter comunicado a dois atletas que esgotou as verbas para a sua preparação, quando o Governo já tinha acordado um reforço do financiamento do projeto olímpico.

A "realização [da auditoria] levou em linha de conta as posições discordantes entre as alegações de atletas de Judo do Programa de Preparação Olímpica, expressas em carta aberta, e os esclarecimentos prestados pela FPJ", esclarece o IPDJ, em comunicado enviado às redações.

O Instituto Português do Desporto e da Juventude garante que os resultados vão ser conhecidos nos próximos 90 dias.

Em declarações à TSF, o presidente da FPJ, , Jorge Fernandes, lamenta a demora para que tudo fique esclarecido.

"Acho é que se está a falar demais, a falar muito e a fazer-se pouco. Estas coisas têm que ser esclarecidas logo de imediato e eu estou disponível para isso, não tenho problema nenhum, nem vejo que haja algum problema da nossa parte. Há que esclarecer para que a verdade venha ao de cima, portanto, estou disponível."

Tudo isto "só peca por tardio", reforça , Jorge Fernandes. "Quanto mais rápido isto for do conhecimento e tratado", mais depresso os attletas se poderão focar no que é "de facto importante" - as competições, os treinos e os Jogos Olímpicos.

Já na quinta-feira passada, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto revelou que o Comité Olímpico de Portugal questionou a Federação de Judo em relação a novas queixas de um grupo de atletas e afirmou que aguarda respostas.

Atletas como Telma Monteiro, Catarina Costa, Patrícia Sampaio, Rochele Nunes, Bárbara Timo, Anri Egutidze e Rodrigo Lopes escreveram uma carta aberta na qual acusavam o presidente de Federação Portuguesa de Judo, Jorge Fernandes, de opressão, discriminação e ameaças, lamentando o "clima insustentável e tóxico".

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de