Última superlua de 2022 ilumina céus em todo o mundo. Veja as imagens

Lua cheia esteve mais próximo da Terra do que o normal na última madrugada, parecendo "ligeiramente maior" e mais brilhante.

Lua cheia esteve mais próximo da Terra do que o normal na última madrugada, parecendo "ligeiramente maior" e mais brilhante.

A última superlua de 2022 iluminou, na madrugada desta sexta-feira, os céus noturnos um pouco por todo o mundo. As condições meteorológicas mostraram-se favoráveis à observação da Lua que esteve "ligeiramente maior" e mais brilhante do que o normal por estar mais próximo da Terra.

Em forma de antecipação deste fenómeno, Ricardo Reis, do grupo de comunicação de ciência do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, explicou à TSF que uma superlua é "uma lua cheia que ocorre mais ou menos na altura da maior aproximação da Lua à Terra, o que chamamos de perigeu".

"Chama-se superlua porque como é uma lua cheia que está um bocadinho mais perto da Terra do que a média, ela vai efetivamente parecer ligeiramente maior do que noutras luas cheias", sublinhou.

"O que ocorre é um efeito que não é ótico, é mais psicológico, que é quando a Lua está a começar a nascer, logo ao anoitecer. Quando a Lua está mais baixa, como temos termos de comparação, como os prédios ou as árvores, o nosso cérebro interpreta a Lua como estando um pouco maior do que aquilo que é, mas isso é um efeito que ocorre sempre que a Lua está mais baixa no horizonte e é um efeito psicológico. Se tirarmos uma fotografia à Lua, quando está mais em baixo ou em cima, ela vai ter o mesmo tamanho, embora aos nossos olhos não pareça. Depois há o efeito físico da superlua, que é o facto de ela estar mais próxima de nós e parecer um bocadinho maior. No caso da superlua que está a acabar de nascer temos o sobrepor dos dois efeitos, ela quando nasce parece gigantesca", o que dá "um espetáculo visual bastante agradável".

Na próxima noite, de sexta-feira para sábado, acontece o pico de uma das "maiores chuvas de meteoros do ano", as habituais Perseidas. Num contexto normal, podem chegar até 100 meteoros por hora. No entanto, desta vez, coincidem com a fase de Lua cheia e, por isso, o número de meteoros por hora deverá cair para cerca de metade. Contudo, Ricardo Reis garante que estas chuvas não vão passar despercebidas.

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