Degustação ucraniana - 12 pratos e a vodka é oferta da casa

Todas as sextas-feiras são noites de degustação ucraniana no restaurante SalVagem, em Queijas, perto de Lisboa. Da típica sopa de beterraba, (o famoso Borsht) aos pimentos assados com molho branco, há também couve recheada com carne e arroz, ravioli, croquetas. Ao todo são 12 pratos , numa carta recheada de cor e sabores, onde não falta também um bolo tipo Kiev para a sobremesa.

A lista exibe os nomes originais e a tradução em português. "Борщ Червоний" ("Sopa de beterraba"), "Вeнiгрет" ("Salada de beterraba, feijão e fermentados"), "Голубці" ("Couve recheada com carne e arroz"), "Перець y Сметані" ("Pimentos assados com molho branco com trigo sarraceno"). A vodka, claro, é ucraniana também.

A comida é confecionada pelo chef Bogdan Tsvek, mas é a mãe Lídia Tsvek quem orienta o cardápio, feito das memórias de infância e das receitas de família. Lídia e Bogdan nasceram em Chernivtsi, no sudoeste da Ucrânia, junto da fronteira com a Roménia. Estão em Portugal há mais de 20 anos, sem esquecer as raízes e a tradição duma comida sustentada nas verduras e legumes da terra e na carne do pasto.

"Os portugueses gostam muito", afiança Lídia Tsvek, que já ofereceu o conforto da comida ucraniana, a refugiados que chegaram a Portugal.

O menu custa 35 euros, os shots de vodka são oferta da casa.

Lídia Tsevk agradece todo o apoio de Portugal aos ucranianos e assegura que, quando a guerra acabar, está pronta para fazer as malas e ajudar a reconstruir o país. "Eu sofro, tenho lá família, mas eu estou aqui no quentinho, tenho água, tenho comida, tenho luz, mas quando a guerra terminar, faço as malas e vou ajudar na reconstrução."

Exibe, sem meias-palavras, o orgulho no seu Presidente, "um homem que uniu o país. Hoje em dia todos somos família." E vive com emoção as vitórias das tropas ucranianas sobre o exército russo. Tanto assim que, uma destas manhãs, a notícia do abate de dois mísseis russos pela manhã foi celebrada com um shot de vodka: "Não se deve fazer, faz mal à saúde, mas a minha amiga disse: Vamos celebrar. E bebemos."

Que bem faria agora ao Presidente um destes brindes, admite Lídia Tsvek, que o receberia de garrafa aberta e comida na mesa, se Volodymyr Zelensky lhe entrasse pela porta do SalVagem.

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