Vinhos de Monção e Melgaço à prova em sessões especiais

Um programa de provas comentadas online, durante dois dias, é a proposta da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) para assinalar o Dia da Sub-Região de Monção e Melgaço.

O programa do evento Monção e Melgaço Web Experience propõe, nos dias 5 e 6 de junho, provas comentadas de vinhos de reconhecida qualidade de produtores daquela sub-região, berço da casta Alvarinho.

Com toda a comodidade, as provas, orientadas pelos críticos Fernando Melo e Luís Lopes, podem ser acompanhadas em casa. Há número limite de participantes - 50 por cada sessão - bastando para tal fazer a inscrição e indicar a morada para entrega dos vinhos.

O valor a pagar inclui o despacho por correio para Portugal continental ou ilhas de uma garrafa de cada um dos vinhos em prova, dos produtores Adega de Monção; Anselmo Mendes; Dona Paterna; Encosta da Capela; Quinta de Santiago; Quinta do Regueiro; Quintas de Melgaço; Valados de Melgaço e Vale dos Ares.

Seguro agrícola reforçado

O seguro coletivo de colheitas, contratado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), o maior do país e que já abrange cerca de 15 mil viticultores, passa a cobrir a perda de produção provocada pelo desavinho em consequência das condições climáticas adversas.

O seguro que, em caso de queda de raio e de neve, escaldão, geada, granizo, tornado ou tromba de água, paga cada quilo de uva perdido a 30 ​​​​​​​cêntimos, passa agora a ter cobertura mais alargada e a indemnizar os viticultores, desde que ocorra o desavinho, ou seja, o aborto da flor, causador da perda da produção média normal da videira, calculada na fase de maturação do cacho.

É um dos maiores flagelos que afetam a vinha, provocado por chuvas persistentes, temperaturas muito elevadas ou muito baixas para a época, humidades relativas bastante altas, com a formação de nevoeiros.

A CVRVV estima que, em anos mais difíceis, o risco de desavinho possa representar 10 a 20 por cento dos acidentes ocorridos na vinha.

Para Manuel Pinheiro, presidente daquela entidade, o reforço de cobertura do seguro contratado em 1997, "é uma necessidade que já vinha sendo identificada pelos sucessivos episódios meteorológicos a que vamos assistindo, fruto das alterações climáticas".

Deste modo, os viticultores da região podem contar com uma produção a coberto de prejuízos causados pelos caprichos da meteorologia, tão imprevistos, quanto violentos.

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