"Ansiedade de liberdade e segurança" pode facilitar situações de tráfico humano nas fronteiras

O vice-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e relator nacional para o tráfico de seres humanos defende que as organizações, polícias e agências antitráfico locais devem fazer um "controlo muito atento".

Nos últimos dias, a Amnistia Internacional denunciou a existência de vários casos de tráfico de seres humanos entre refugiados ucranianos que tentam fugir da guerra. Ouvido no programa da TSF Conselho de Guerra, o vice-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e relator nacional para o tráfico de seres humanos também reconhece que há redes de tráfico a atuar nas fronteiras ucranianas. No entanto, Manuel Albano diz que a União Europeia tem tomado medidas no sentido de prevenir essas situações.

"Aquilo que tem sido feito, do ponto de vista europeu, é procurar estabelecer medidas preventivas como o facto de registar imediatamente estas pessoas que vão para os centros de acolhimento de forma a obviar mais uma vulnerabilidade. E também um controlo muito atento por parte de organizações locais, as forças polícias locais, das agências antitráfico locais, de forma a evitar que fenómenos como o tráfico possam acontecer. Temos também noção de que haverá certamente pessoas que escapam a isto e que também pela sua ansiedade de procurarem atingir uma liberdade e uma segurança são enganadas", explica.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados admitiu que está muito preocupado, não só com o risco de tráfico humano mas também de exploração e abusos sexuais.

As Nações Unidas temem que este possa ser o cenário ideal para os traficantes se aproveitarem das vítimas.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 564 mortos e mais de 982 feridos entre a população civil e provocou a fuga de cerca de 4,5 milhões de pessoas, entre as quais 2,5 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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