Ativistas denunciam morte de 12 indígenas na Nicarágua

O Centro de Assistência Legal Jurídica para Povos Indígenas indicou que os residentes indígenas foram atacados "com catanas e armas, torturados e enforcados em árvores".

Ativistas denunciaram, na quarta-feira, um ataque na reserva natural de Bosawas, na costa oriental da Nicarágua, onde morreram pelo menos 12 indígenas dos povos Miskito e Mayangna.

O diretor da organização não-governamental (ONG) Fundação Del Río, Amaru Ruiz, atribuiu o último ataque a colonos que terão invadido terras indígenas na reserva, palco de explorações ilegais de minas e de madeira, apesar do estatuto de área protegida.

"Foi um massacre. Os residentes confirmaram até agora a morte de nove Miskito e três Mayangnas", disse Ruiz.

O Centro de Assistência Legal Jurídica para Povos Indígenas (CALPI) indicou que os residentes indígenas foram atacados "com catanas e armas, torturados e enforcados em árvores", de acordo com um comunicado da ONG.

O Governo nicaraguense não confirmou estas mortes.

Ruiz disse que as autoridades não se tinham deslocado à comunidade remota onde ocorreu o ataque. Também um residente afirmou a uma rádio local que nem o exército nem a polícia tinham respondido.

Ativistas indígenas afirmaram que o Governo nicaraguense não fez o suficiente para resolver os problemas naquela região, acusação que o Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, negou.

Este foi o quarto ataque registado este ano contra as comunidades indígenas na zona de Bosawas e pelo menos 49 indígenas foram mortos desde janeiro, e muitos outros foram forçados a fugir, de acordo com ativistas.

Em março, grupos indígenas queixaram-se à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos sobre a aquisição de terras e assassínios que atingiram as comunidades Miskito e Mayangna. A comissão faz parte da Organização dos Estados Americanos.

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