Carrinha da embaixada portuguesa com 14 pessoas interrompe fuga após alerta para possível ataque russo

Ocupantes do veículo conversavam com a TSF quando as sirenes os obrigaram a parar a viagem para procurar abrigo, algo que se revelou impossível. Assim, mesmo com os avisos ainda a soar, optaram por continuar a viagem.

Catorze pessoas, incluindo duas crianças e um bebé, estão a bordo de uma carrinha que saiu esta manhã de Kiev em direção à fronteira com a Moldávia. A viagem começou cedo e partiu da embaixada portuguesa, mas tem sido em "para-arranca" e 13 horas depois do início, apenas fizeram 250 quilómetros.

A TSF falou ao final da tarde com um dos ocupantes desta carrinha, numa conversa que teve de ser interrompida quando se começaram a ouvir sirenes de que a cidade que cruzavam naquela altura poderia ser alvo de um ataque por parte das forças armadas da Rússia. Os ocupantes acabaram por sair para procurar abrigo contra as bombas, algo que não foi possível e que obrigou o grupo a continuar a viagem.

Ainda faltam mais 250 quilómetros, pelo que a viagem pode demorar "a noite toda", contava João Almeida à TSF. Os viajantes estão "cansados e poucos dormiram, se é que alguém dormiu, desde os primeiros ataques".

"Sentimo-nos mais ou menos seguros, um bocadinho tristes por causa desta situação de ninguém apoiar a Ucrânia", lamenta o português, que apela à intervenção dos países "com capacidade" para tal.

Viagem teve de continuar

Entretanto, numa troca de mensagens feita mais tarde, os passageiros relatam que não conseguiram encontrar um abrigo seguro naquela cidade e resolveram continuar viagem, apesar das sirenes que alertam para um ataque continuarem ativas.

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Notícia atualizada às 23h15

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