Chefe da NATO diz que organização "não é parte do conflito" ucraniano

Secretário-geral da NATO recordou ainda a recente sabotagem dos oleodutos Nord Stream.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, assegurou que a organização militar ocidental "não é parte" do conflito ucraniano e não será "arrastada para a guerra de Putin".

"À medida que se aproxima o inverno, a Rússia está a bombardear a infraestrutura energética da Ucrânia tentando congelar e submeter os ucranianos. Putin está a utilizar o inverno como uma arma e não podemos permitir que ganhe", reafirmou hoje em Berlim em conferência de imprensa conjunta com o chanceler alemão, Olaf Scholz.

Stoltenberg recordou ainda a recente sabotagem dos oleodutos Nord Stream e assegurou que essa situação recordou "a todos" a vulnerabilidade da infraestrutura.

"Em resposta, a NATO multiplicou o número de navios que patrulham o mar do Norte e o mar Báltico e aumentou a partilha de informações. Mas temos de fazer mais para proteger esta infraestrutura vital", adiantou.

O chefe da NATO também se congratulou com o acordo entre a Alemanha e a Noruega para proteger a infraestrutura submarina através de um Centro de Infraestrutura da NATO.

"Esse centro vai proporcionar aos aliados uma maior consciência da situação", disse, para acrescentar que poderá ser um mapa para identificar vulnerabilidades.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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