Demitiu-se presidente do Banco Nacional Saudita, o maior acionista do Credit Suisse

A renúncia de Ammar Abdul Wahed Al Khudairy ocorreu "por motivos pessoais".

O presidente do Banco Nacional Saudita, o maior acionista do Credit Suisse antes da aquisição pelo UBS, no início do mês, renunciou ao cargo, anunciou esta segunda-feira a entidade bancária, num comunicado publicado na Bolsa de Valores de Riade.

O comunicado acrescenta que a renúncia de Ammar Abdul Wahed Al Khudairy ocorreu "por motivos pessoais" e foi aceite pelo conselho de administração do Banco Nacional Saudita.

A nota adianta que o até agora presidente executivo do banco, Saeed Mohammed Al Ghamdi, passa a ser a partir desta segunda-feira o novo presidente do conselho de administração, enquanto Talal Ahmed Al Khereiji ocupará interinamente o cargo de diretor executivo.

Algumas declarações de Ammar Abdul Wahed Al Khudairy espoletaram a crise que levou à venda do Credit Suisse ao rival UBS.

Um dia depois, em declarações à CNBC, o banqueiro árabe tentou acalmar os investidores, ao defender que as suas palavras apenas repetiam a mesma mensagem que o Banco Nacional Saudita tem transmitido desde outubro passado e que foram usadas como desculpas para desencadear um pânico que, na sua opinião, era "totalmente injustificado".

O Banco Nacional Saudita, controlado a 37% pelo fundo soberano da Arábia Saudita, tinha adquirido uma participação de 9,88% no Credit Suisse por 1400 milhões de francos suíços (1415 milhões de euros) no outono passado, no âmbito do aumento de capital lançado pela entidade suíça e cujo valor foi reduzido substancialmente após o colapso do preço das ações do banco.

No fim de semana, a entidade reguladora do setor financeiro suíço (Finma) admitiu que está a analisar a possibilidade de responsabilizar os administradores do Credit Suisse por erros de gestão que levaram à derrocada do banco.

A aquisição do Credit Suisse pelo UBS aconteceu após a turbulência vivida pelos bancos nos Estados Unidos, que levou investidores a vender títulos de instituições consideradas elos fracos no sistema bancário, como o Credit Suisse, que vinha a acumular problemas há dois anos.

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