Detido suspeito de ataque que fez dezenas de feridos no metro de Nova Iorque

Pelo menos 10 pessoas foram baleadas na estação de metro de Brooklyn.

A Polícia de Nova Iorque deteve esta quarta-feira um homem suspeito de ser o autor dos disparos que provocaram dezenas de feridos no metro de Brooklyn. Pelo menos 29 pessoas receberam tratamento hospitalar, sendo que 10 foram baleadas na manhã de terça-feira na estação de metro de Brooklyn.

De acordo com a CNN, cinco pessoas continuam hospitalizadas devido aos ferimentos. Para o local, foram mobilizados centenas de veículos de emergência.

Em conferência de imprensa, a polícia de Nova Iorque confirmou que o suspeito tem 62 anos e chama-se Frank James. Trata-se de um homem com vários registos no cadastro e mandados de detenção em vários estados norte-americanos, como o Wiscosin, Nova Jérsia e Nova Iorque.

De acordo com os investigadores, o suspeito agora detido "disparou 33 vezes sobre nova-iorquinos inocentes", acrescentando que a arma do crime, uma Glock de nove milímetros, foi recuperada "do local do crime".

O suspeito foi conduzido para uma esquadra após a detenção, mas não foram disponibilizados mais detalhes, incluindo o organismo que procedeu à sua captura.

O procurador dos Estados Unidos para o distrito leste de Nova Iorque, Breon Peace, anunciou que James é acusado de "crime de terrorismo".

Na manhã de terça-feira, em plena hora de ponta, um homem entrou no metro de Nova Iorque e abriu fogo contra várias pessoas, disparando um total de 33 balas.

Às 08h24 locais (13h24 em Lisboa) de terça-feira, o suspeito, que usava uma máscara de gás, lançou igualmente "duas latas que deixaram escapar fumo para o interior de uma carruagem de passageiros, quando o metro estava a entrar na estação da rua 36", no sul do Brooklyn, segundo relatou o chefe da polícia de Nova Iorque, Keechant Sewell.

O ataque provocou 23 feridos, 10 dos quais com ferimentos de bala, embora nenhuma das vítimas corra perigo de vida, de acordo com as autoridades nova-iorquinas.

Antes da detenção as autoridades indicaram estar a examinar diversos vídeos em redes sociais onde James considera os Estados Unidos um país racista e assolado pela violência e onde também dirige fortes críticas ao responsável pelo município de Nova Iorque, Eric Adams.

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