Duas enfermeiras ganharam 1,3 milhões de euros com certificados de vacinação falsos nos EUA

DeVuono e Urraro distribuíram certificados de vacinação falsos, cobrando cerca de 197 euros para adultos e 76 euros para crianças.

Duas enfermeiras de Long Island, EUA, foram acusadas de falsificar certificados de vacinação de Covid-19 e ganhar mais de 1,5 milhões de dólares (1,3 milhões de euros) com o esquema, disseram este sábado as autoridades.

Julie DeVuono, proprietária da Wild Child Pediatric Healthcare em Amityville, e a sua funcionária, Marissa Urraro, estão acusadas de falsificação, e DeVuono é também acusada de oferecer um instrumento falso para arquivamento. Ambas foram indiciadas na sexta-feira.

A agência AP pediu hoje uma reação aos advogados das acusadas.

O promotor distrital do condado de Suffolk, Raymond Tierney, afirmou que DeVuono e Urraro distribuíram certificados de vacinação falsos, cobrando 220 dólares (cerca de 197 euros, à taxa de câmbio atual) para adultos e 85 dólares (76 euros) para crianças.

DeVuono e Urraro, enfermeiras, inseriram informações falsas no banco de dados de imunização do Estado, adiantou.

Os promotores referem que as enfermeiras forjaram um certificado mostrando uma vacina que foi dada a um detetive disfarçado, sem ter administrado a mesma.

Os polícias revistaram a casa de DeVuono e apreenderam cerca de 900 mil dólares (807 mil euros) em dinheiro e documentos a mostrar lucros de mais de 1,5 milhões de dólares com o esquema, que começou em novembro passado.

"Espero que isto envie uma mensagem para outros que estão a pensar" em fazer o mesmo "de que serão apanhados e que aplicaremos a lei na extensão máxima", disse Tierney.

"Como enfermeiras, estes dois indivíduos devem entender a importância de certificados de vacinação legítimos, pois todos trabalhamos juntos para proteger a saúde pública", acrescentou, por sua vez, o comissário da polícia do condado de Suffolk, Rodney Harrison.

A Covid-19 provocou mais de 5,63 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A COVID-19

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