"Era uma estrela de rock." Desmond Tutu em câmara ardente na catedral da Cidade do Cabo

Velório público estende-se por dois dias, para que todos possam prestar homenagem ao arcebispo.

O corpo de Desmond Tutu já está na catedral da Cidade do Cabo, onde vai ficar em câmara ardente esta quinta e sexta-feira. O caixão com o Nobel da Paz sul-africano chegou esta manhã à catedral onde Desmond Tutu fez muitos discursos contra o apartheid.

O velório público estende-se por dois dias, para que todos possam prestar homenagem ao arcebispo. A igreja anglicana explicou ter receio de que pudessem haver pessoas esmagadas, tal tem sido a multidão a acorrer à catedral. Desde a morte de Desmond Tutu, no passado domingo, com 90 anos, multiplicam-se as homenagens.

Durante toda a semana, os sinos na Catedral de São Jorge, na Cidade do Cabo, têm tocado ao meio-dia, durante dez minutos. Os sul-africanos têm deixado flores e assinado um livro de condolências.

Uma das mulheres que esperava desde cedo, esta quinta-feira de manhã, para ver o caixão comparou Desmond Tutu a Elvis Presley.

"Era uma estrela de rock", afirmou esta mulher à agência AFP.

Com o mesmo humor que caracterizava Desmond Tutu, a mulher de 70 anos imagina que, mesmo no céu, o arcebispo vai continuar a agitar e dançar ao ponto de São Pedro lhe dizer: "Tem calma, não queremos aqui confusões."

As bandeiras estão a meia-haste, mas as cerimónias fúnebres serão simples. O próprio Desmond Tutu pediu que o caixão fosse o mais barato possível. Apenas um bouquet de cravos da família estará junto ao caixão e, por causa das restrições contra a Covid-19, só poderão estar na catedral cem pessoas.

O corpo será cremado numa cerimónia privada e as cinzas serão enterradas na catedral da Cidade do Cabo. A única homenagem estatal será a entrega da bandeira da África do Sul à mulher com quem esteve casado 66 anos.

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