EUA acreditam que os dois últimos objetos voadores abatidos também eram balões

O líder democrata do Senado disse que estes balões são "bem menores que o primeiro".

Os EUA acreditam que os dois últimos objetos voadores abatidos na América do Norte eram balões, embora menores do que o alegado balão espião chinês intercetado na semana passada, disse este domingo o líder democrata do Senado, Chuck Schumer.

Os Estados Unidos derrubaram um balão chinês em 4 de fevereiro, considerando que estava em missão de espionagem sobre o seu território, e desde então foram derrubados mais dois objetos semelhantes, um no Alasca e outro no Canadá, embora não tenham dado mais detalhes sobre esses dispositivos.

Em entrevista à estação de televisão norte-americana ABC, Schumer revelou que a equipa do Presidente Joe Biden acredita que esses dois últimos objetos também eram balões, "mas bem menores que o primeiro".

O senador, que foi informado sobre esses objetos pelo conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, afirmou que os aparelhos voavam a 12 mil metros de altitude, representando um "perigo" para a aviação comercial.

Schumer enfatizou que até há alguns meses os Estados Unidos não sabiam nada sobre esses balões e garantiu que o Exército e os serviços de informações dos EUA estão focados em recolher toda a informação necessária.

O primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, anunciou no sábado que um objeto que sobrevoava a região de Yucon, no noroeste do Canadá, foi abatido com a ajuda dos Estados Unidos.

Na véspera, na sexta-feira, os Estados Unidos abateram outro objeto de origem desconhecida que voava a grande altitude no Alasca e cujos destroços caíram na água.

Ambos os eventos ocorreram em plena crise diplomática entre Washington e Pequim depois de na semana passada os Estados Unidos terem derrubado um alegado balão espião chinês que sobrevoava grande parte do seu território.

A administração Biden acusou a China de ter desenvolvido, com o envolvimento das Forças Armadas, um "programa" de balões para ações de espionagem que já teriam sobrevoado mais de 40 países nos cinco continentes.

A China defende que o balão que os Estados Unidos derrubaram era um dispositivo meteorológico que "se desviou da sua rota original" devido a "causas de força maior".

Já hoje, as autoridades da província chinesa de Shandong, no leste do país, anunciaram a descoberta de um "objeto voador não identificado (OVNI)" perto da costa, enquanto se preparam para o abater.

O referido objeto foi localizado nas águas do mar Amarelo, perto da costa da cidade de Rizhao, de acordo com um comunicado das autoridades marítimas provinciais, divulgado pelo jornal estatal chinês de língua inglesa Global Times.

No comunicado, acrescenta-se que o Exército chinês se prepara para abater o objeto, pelo que as autoridades pedem aos pescadores da região que adotem as medidas de proteção necessárias.

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