EUA acusam Coreia do Norte de testar novo sistema de mísseis intercontinentais

Pyongyang garante que os testes de fevereiro e março tinham como objetivo o desenvolvimento de satélites, recusando qualquer fim bélico.

Um alto funcionária da Casa Branca acusou esta quinta-feira a Coreia do Norte de ter testado "elementos de um novo sistema" de mísseis balísticos intercontinentais nos lançamentos que fez a 26 de fevereiro e 4 de março.

"Estes lançamentos procuram certamente testar os elementos deste novo sistema antes que a Coreia do Norte proceda a um lançamento de longo alcance, que poderia tentar mascarar como se fosse um lançamento espacial", acrescentou a mesma fonte.

Pyongyang, por seu lado, garante que os lançamentos realizados no final de fevereiro e no início de março eram apenas testes para o desenvolvimento de satélites. Como resposta, os Estados Unidos vão anunciar esta sexta-feira medidas para "impedir que a Coreia do Norte tenha acesso a produtos e tecnologias estrangeiras para desenvolver os seus programas com armas proibidas", prometendo novas ações "nos próximos dias".

"Os Estados Unidos decidiram tornar pública esta informação e partilhá-la com os nossos aliados e parceiros porque damos prioridade à redução dos riscos estratégicos e porque acreditamos firmemente que a comunidade internacional deve falar de forma uníssona para se opor ao desenvolvimento futuro destas armas por parte da Coreia do Norte", garantem os EUA.

"Continuamos à procura do diálogo diplomático e estamos dispostos a um encontro" com os norte-coreanos, acrescentou a fonte de Washington. Esta semana, os EUA e aliados não conseguiram a aprovação de um texto, no Conselho de Segurança da ONU, contra a Coreia do Norte, após rejeições da Rússia e China. Apesar de ser alvo de fortes sanções internacionais pelos testes nucleares e de mísseis balísticos intercontinentais, Pyongyang recusou até agora todas as ofertas de diálogo desde que as negociações em 2019 entre o líder Kim Jong-un e o então presidente americano, Donald Trump, fracassaram.

O anúncio de Washington acontece depois da vitória nas eleições presidenciais da Coreia do Sul de Yoon Suk-yeol, que já manifestou a intenção de ser firme perante o país vizinho do Norte. O novo presidente da República da Coreia, a quem Joe Biden telefonou esta quinta-feira, prometeu "ensinar algumas maneiras" a Kim Jong-un.

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