Ex-diplomata é o 32.º opositor do Presidente da Nicarágua detido antes das eleições

Mauricio Diaz foi detido ao sair do Ministério Público, onde tinha sido interrogado na segunda-feira como parte das investigações levadas a cabo pelas autoridades desde maio contra vários opositores e jornalistas críticos do Governo.

O antigo diplomata nicaraguense Mauricio Diaz foi detido esta segunda-feira, informou a polícia, elevando para 32 o número de opositores do Presidente, Daniel Ortega, a serem detidos a menos de três meses das eleições presidenciais.

"Mauricio Jose Diaz, que está sob investigação por atos contra a soberania e autodeterminação e por incitar à interferência estrangeira nos assuntos internos, foi detido", disse a polícia num comunicado.

Segundo o seu partido de oposição de direita, Citizens for Liberty (CxL), Diaz foi detido ao sair do Ministério Público, onde tinha sido interrogado na segunda-feira como parte das investigações levadas a cabo pelas autoridades desde maio contra vários opositores e jornalistas críticos do Governo.

Diaz, antigo embaixador da Nicarágua na Organização dos Estados Americanos (OEA) e na Costa Rica, foi porta-voz do CxL, partido que na sexta-feira proibido de concorrer às eleições presidenciais de 07 de novembro.

Daniel Ortega, que procura um quarto mandato consecutivo no cargo, é acusado de 'varrer' a opoisição no período que antecede a votação.

O candidato da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), o antigo guerrilheiro de 75 anos e a mulher e vice-presidente Rosario Murillo (70) já não enfrentam nenhum candidato sério.

Entre os 32 opositores detidos encontram-se sete potenciais candidatos.

A repressão começou a 02 de junho com a detenção sob prisão domiciliária de Cristiana Chamorro, a rival mais credível do casal presidencial, filha de Violeta Chamorro, que ganhou a Daniel Ortega nas urnas em 1990 e foi Presidente até 1997.

O Governo afirmou que os opositores detidos são "mercenários" pagos pelos Estados Unidos para tentar derrubar Ortega.

Os Estados Unidos disseram no sábado que as eleições de 07 de novembro tinham "perdido toda a credibilidade".

Washington e a União Europeia sancionaram o Governo de Ortega face à repressão contra os opositores, desde que os protestos antigovernamentais eclodiram em 2018.

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