França reduz quarentena para pessoas vacinadas

O executivo francês anunciou que, para quem tem vacinação completa, o período de quarentena vai ser reduzido para sete dias. No entanto, o uso da máscara passa a ser obrigatório em espaços públicos para as crianças a partir dos seis anos.

As pessoas testadas positivas à Covid-19 mas com a vacinação completa vêm o tempo de quarentena reduzido a sete dias, independentemente do tipo de variante. Ainda assim, este período de quarentena pode ser reduzido a cinco dias com teste antigénio ou PCR negativo, anunciou este domingo o executivo francês.

A partir desta segunda-feira, as medidas de quarentena para as pessoas testadas positivas à Covid-19 e vacinadas passam a ser mais leves, anunciou o ministro da saúde francês, Olvier Véran, no semanário Journal du dimanche. No entanto, as medidas permanecem iguais para as pessoas não vacinadas, que "devem cumprir uma quarentena de dez dias". Deixa de haver quarentena para as pessoas caso estejam vacinadas. "Caso tenham vacina completa, podem continuar as atividades", avançou o ministro da saúde francês, "desde que o teste seja negativo".

O uso da máscara passa a ser obrigatório em espaços públicos para as crianças a partir dos seis anos e vai ser proibido beber ou comer em qualquer transporte público.

O sindicalista e médico Patrick Pelloux adverte para uma situação "fora de controlo" perante a explosão da epidemia da Covid-19. O médico lembra que os serviços de cuidados intensivos não "registam grandes alterações. Infelizmente e é muito triste, as pessoas que dão entradas nos cuidados intensivos são as pessoas que não foram vacinadas e com fatores de riscos", alerta.

Em França, 4,5 milhões de pessoas escolheram não se vacinar. Em resposta, o executivo francês tenta travar a propagação da pandemia e levou ao parlamento uma proposta de lei que transforma o passe sanitário em passe vacinal.

"É preciso obrigar estas 4,5 milhões de pessoas que escolheram não se vacinar para que aceitem a vacina. Não podemos pensar que dentro de uns dias os hospitais vão entrar em colapso para cuidar das pessoas que escolheram não se vacinar e todos os outros doentes com outras patologias porque isto vai ser um problema. Estamos muito preocupados com estes planos de urgências dos hospitais franceses porque já estamos a limitar os acessos aos cuidados de saúde a muitos doentes", receia o médico.

O primeiro-ministro já tinha avançado com novas medidas para enfrentar a quinta vaga da variante Ómicron. Medidas, segundo Jean Castex, "mais harmoniosas, simples e iguais em qualquer tipo de variante Delta ou Ómicron".

Estas novas medidas são a resposta à "propagação acelerada da nova variante Ómicron em França" com vista a equilibrar a balança entre o controlo dos riscos e a vida socioeconómica.

A cifra de 200.000 novos casos de Covid-19 foi atingida em França pelo quarto dia consecutivo.

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