Há 14 países que ainda não receberam qualquer vacina contra a Covid

Desde dezembro que a COVAX luta contra a distribuição desigual das vacinas. Há países que têm já quase 30% da população vacinada enquanto outros não receberam qualquer dose.

Mais de mil milhões de doses já foram dadas à população mundial. O organismo gerido pela Organização Mundial de Saúde e pela UNICEF distribuiu 45 milhões em 120 países e territórios. A Covax esperava ter alcançado um número muito superior mas o açambarcamento de vacinas tem prejudicado o trabalho.

O objetivo era acabar este ano com dois mil milhões de doses entregues mas Tarik Jasarevic, porta-voz da Covax, ouvido pela TSF admite que vai ser difícil. "Obviamente que os 45 milhões é um valor pequeno quando comparado com o valor total de vacinas que foram dadas em todo o mundo. Até hoje foram administradas mais de mil milhões de vacinas e 76% em apenas 10 países, todos países desenvolvidos. É aqui que vemos a importância da Covax que permite aos participantes começarem a campanha de vacinação dos grupos prioritários."

Apesar das dificuldades o porta-voz da Covax diz que os apelos têm dado algum resultado. "Estamos a ver sinais positivos. Alguns países indicaram que estão disponíveis para partilhar as doses. Países como a França, os Estados Unidos e outros. À medida que vão avançando com a campanha de vacinação vão sobrando doses e estão dispostos a doá-las. O que acontece é que esses países chegaram a acordo com os fabricantes e compraram bastante mais vacinas do que precisavam."

Tarik Jasarevic considera que é preciso fazer mais. A pandemia não pode ser combatida país a país. A imunidade de grupo de uma população não vale de nada se à volta, noutros países, o vírus estiver fora de controlo. Se isso acontecer o vírus vai mudar e surgem novas mutações que podem atingir pessoas que já foram protegidas com as vacinas fabricadas contra as variantes originais.

Neste momento há ainda 14 países que não tiveram acesso às vacinas. Estados como Madagáscar, Burkina Faso, Chade e Republica Centro Africana não receberam qualquer dose. Há diversas razões para isso como o facto de não estarem preparados já que a Covax pede que seja apresentado um plano claro da forma como querem chegar aos grupos mais vulneráveis e alguns países optaram por não se juntar a este organismo. Houve também países que não conseguiram comprar aos fabricantes.

Entre os países ricos só um optou por confiar nesta entidade. A Coreia do Sul fez o que estava previsto, está a receber as doses apenas do organismo gerido pela OMS e UNICEF. Isto apesar dos atrasos na distribuição estarem a colocar o governo de Seul debaixo de uma grande pressão.

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