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O embaixador da Ucrânia nas Nações Unidas, Sergiy Kyslytsya, falou esta quarta-feira de um momento que "define uma geração" na assembleia-geral desta tarde. O diplomata ucraniano defende que a "atos agressivos de guerra" não são aceitáveis para resolver quaisquer problemas que uma nação possa ter.
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Os cidadãos russos "tentam preservar a sua dignidade" perante as ações dos seus líderes, que querem "privar a Ucrânia da sua existência", assinala o embaixador.
"Há mais de 80 anos outro ditador tentou resolver os problemas com outras pessoas. Falhou quando o mundo respondeu de forma resoluta e unida e o atraso custou a vida de dezenas de milhões de pessoas. Estamos dispostos a pagar esse preço agora?", questiona.

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"Um local sagrado em comemoração de judeus, ucranianos, roma e representantes de outros grupos étnicos, mortos pelos nazi na Segunda Guerra Mundial. Que ironia a de que as vítimas dos nazis estão a ser mortas pela segunda vez por seguidores modernos dos nazis", assinala.
"É claro que o objetivo da Rússia não é só uma ocupação. É genocídio", acusa o diplomata, que acusa ainda os russos de continuarem a praticar "crimes de guerra e contra a Humanidade".
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