Incêndio em Lesbos. Bruxelas promete "ajuda financeira, de emergência e abrigos"

Comissário Maroš Šefčovič apela "à solidariedade tangível dos Estados-Membros", perante incêndio que desalojou mais de 12 mil refugiados.

A Comissão Europeia espera pela resposta solidária dos países europeus, depois do incêndio que deixou milhares de pessoas refugiadas, sem tecto na ilha grega de Lesbos. O Comissário Maroš Šefčovič afirma que a União Europeia está mobilizada para fornecer ajuda.

"Estamos em contacto muito próximo com as autoridades gregas, [e] estamos completamente mobilizados para fornecer ajuda europeia", assegurou o comissário, esclarecendo que "incluirá ajuda financeira, bem como a coordenação de meios desde outros Estados-Membros, através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, dependendo das necessidades específicas que as autoridades gregas identificarem".

"A solidariedade tangível dos Estados-Membros será um imperativo nestas circunstâncias", defendeu Šefčovič, escusando-se a esclarecer a estratégia de Bruxelas passa pela distribuição das mais de 12 mil pessoas sem alojamento pelos diferentes países europeus.

"O que vimos como prioridade nos dias de hoje é a segurança das pessoas afetadas, com o fornecimento de primeiros socorros e saneamento", disse o comissário apontando "como primeiro passo", o apoio ao transporte imediato e acomodação para as restantes 400 crianças e adolescentes não acompanhadas, que serão recebidas num centro de acolhimento em Moria".

O governo grego já anunciou hoje que vai decretar o estado de emergência na ilha de Lesbos, na sequência do incêndio que destruiu o campo de refugiados de Moria.

Esta manhã, numa mensagem na rede social Twitter, a comissária europeia do Interior, Ylva Johansson, já tinha anunciado que a Comissão Europeia irá financiar a transferência e alojamento para a Grécia continental de 400 menores não acompanhados, que ainda aguardavam realojamento em Moria.

"Já concordei em financiar a deslocação imediata e o alojamento no continente das 400 crianças e adolescentes não acompanhados que permanecem [no campo]. A prioridade é dar segurança e abrigo a todas as pessoas de Moria", disse a comissária.

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