Macron fala este domingo com Putin em mais um esforço para evitar a guerra

A conversa ocorre depois de Kiev ter apelado aos seus aliados ocidentais para que ponham fim a qualquer política "de apaziguamento" com Moscovo.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, conversa este domingo de manhã com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, num esforço diplomático de urgência para tentar evitar uma invasão russa da Ucrânia, onde as tensões a leste são cada vez maiores.

A conversa, prevista para as 11h00 em Paris (10h00 em Lisboa), ocorre depois de Kiev ter apelado aos seus aliados ocidentais para que ponham fim a qualquer política "de apaziguamento" com Moscovo, que Washington acusa de ter colocado 150 mil soldados junto às fronteiras orientais ucranianas.

Após o seu encontro de 07 de fevereiro em Moscovo, os dois líderes protagonizam hoje "os últimos esforços possíveis e necessários para evitar um grande conflito na Ucrânia", segundo a Presidência francesa.

O Ocidente e a Rússia vivem atualmente um momento de forte tensão, com o regime de Moscovo a ser acusado de concentrar pelo menos 150.000 soldados nas fronteiras da Ucrânia, numa aparente preparação para uma potencial invasão do país vizinho.

Moscovo desmente qualquer intenção bélica e afirma ter retirado parte do contingente da zona.

Entretanto, nos últimos dias, o exército da Ucrânia e os separatistas pró-russos têm vindo a acusar-se mutuamente de novos bombardeamentos no leste do país, onde a guerra entre estas duas fações se prolonga desde 2014.

Os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) anunciaram no sábado ter registado em 24 horas mais de 1.500 violações do cessar-fogo n na Ucrânia oriental, número que constitui um recorde este ano.

Os líderes dos separatistas pró-russos de Lugansk e Donetsk, no leste da Ucrânia, decretaram no domingo a mobilização geral para fazer face a este aumento da violência.

Moscovo e Mink deverão terminar hoje manobras militares comuns na Bielorrússia, vizinha da Ucrânia, que começaram em 10 de fevereiro e fizeram aumentar as preocupações do Ocidente.

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