"Nobel fica com menos prestígio." Arturo Pérez-Reverte lamenta que Javier Marías nunca tenha sido premiado

O escritor espanhol, em declarações à TSF, afirma que Javier Marías sofreu "uma doença longa, dolorosa e silenciosa".

O jornalista e escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte recorda o amigo Javier Marías que morreu este domingo após o agravamento da doença pulmonar de que sofria.

"Javier era muito meu amigo. Éramos muito amigos durante muitíssimos anos. Nos últimos tempos não nos vimos porque foi uma doença longa, dolorosa e silenciosa", lembra o escritor em declarações à TSF.

Arturo Pérez-Reverte considera que o mais triste é que Javier Marías tenha morrido sem ter recebido um prémio Nobel. "Dá-me uma profunda tristeza. Não tendo sido entregue a Marías, o Nobel fica com menos prestígio do que deveria ter", afirma.

E reitera: "É uma desonra para o próprio Nobel que Javier Marías tenha morrido sem receber o prémio."

Javier Marías morreu no domingo aos 70 anos num hospital de Madrid. Autor de dezasseis romances, entre os quais os premiados "O homem sentimental", "Todas as almas" ou "Coração tão branco", é um dos mais celebrados escritores de língua espanhola, constantemente apontado como candidato ao prémio Nobel da Literatura.

Marías escreveu ainda romances como "Amanhã na batalha pensa em mim" e "Berta Isla", que foi premiado em Portugal, estando a sua obra largamente traduzida para português, onde era atualmente publicado pela Alfaguara Portugal (chancela da Penguin Random House).

Arturo Pérez-Reverte está em Portugal para apresentar o romance "Linha da Frente", sobre a guerra civil espanhola.

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