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A ONU confirmou esta quinta-feira que pelo menos 1035 civis morreram e 1650 ficaram feridos na guerra da Ucrânia, um mês após a invasão russa, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores.
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Das vítimas mortais confirmadas pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), 90 são crianças, e há também 118 menores entre os feridos, de acordo com as estatísticas diariamente atualizadas.
O organismo internacional, dirigido pela Alta-Comissária Michelle Bachelet, insiste que a maioria das vítimas civis morreu ou ficou ferida devido ao uso de explosivos, incluindo projéteis lançados por artilharia pesada, sistemas de lançamento múltiplo de rockets, mísseis e bombardeamentos aéreos.

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A ONU teme que os números de vítimas da guerra na Ucrânia, que entrou esta quinta-feira no seu 29.º dia, aumentem consideravelmente quando houver maior acesso a cidades cercadas ou sob intensos combates, caso de Mariupol e Volnovakha (ambas na região separatista de Donetsk), Izium (Kharkiv) e diversas localidades nas regiões de Lugansk e Sumy.
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O direito internacional considera que os ataques perpetrados contra civis e infraestruturas não-militares num conflito podem constituir crimes de guerra.
A ofensiva militar lançada na madrugada de 24 de março pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de dez milhões de pessoas, mais de 3,6 milhões das quais para os países vizinhos, de acordo com os mais recentes dados da ONU - a maior e mais rápida crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.
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