Organização denuncia assassinatos e sequestros de opositores à ocupação russa

Políticos e jornalistas entre as vítimas dos assassinatos denunciados pela Organização Mundial Contra a Tortura.

Mais de 20 pessoas foram sequestradas e pelo menos quatro foram mortas em zonas da Ucrânia ocupadas por tropas russas, incluindo líderes políticos locais e jornalistas que tentavam noticiar a invasão, denunciou, esta sexta-feira, a Organização Mundial Contra a Tortura.

Entre os executados extrajudicialmente estará Yuri Prilipko, líder do governo autónomo de Gostomel, uma cidade da região de Kiev, que foi morto a tiro, juntamente com dois voluntários locais, enquanto entregava alimentos e medicamentos a moradores da zona no dia 7 de março, informou a organização, em comunicado.

Outro político local, Oleksandr Kononov, também foi morto a tiro, a 13 de março, perto da sua casa, na cidade de Severodonetsk, região leste ucraniana de Donetsk.

Entre os sequestrados estão o jornalista Oleg Baturin, cujo caso já tinha sido denunciado no início desta semana, mas também o seu colega de profissão Serhiy Tsihipa, a ativista Olga Haisumova e três líderes de cidades ucranianas ocupadas pelo exército russo, informou Organização Mundial Contra a Tortura (OMCT).

Tsihipa desapareceu a 12 de março na cidade ocupada de Nova Kakhova, na região de Kherson, enquanto passeava o seu cão (encontrado sozinho e amarrado na rua), enquanto Haisumova foi sequestrada após organizar uma manifestação de protesto contra a Rússia, na região de Zaporiya.

O presidente da câmara da mesma cidade, Ivan Fedorov, foi sequestrado por soldados que entraram no prédio do governo local e levaram-no com a cabeça coberta por um saco, enquanto o chefe do conselho distrital da cidade, Serhiy Prima, desapareceu após uma invasão de oito soldados russos ao seu apartamento.

Aos seis sequestrados pelo exército russo podem ser adicionados mais de 20 ativistas ucranianos detidos na cidade de Volnovaja, na região leste de Donetsk, cujas identidades não foram confirmadas, sublinhou a OMCT, que denunciou que ataques semelhantes aconteceram na Crimeia e em Donbass desde a ocupação russa dessas regiões, em 2014.

A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 780 mortos e 1.252 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 5,2 milhões de pessoas.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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