Pentágono defende que devem ser evitados novos conflitos com Moscovo

Numa reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, o secretário de Defesa dos Estados Unidos elogiou a "resposta ponderada da Ucrânia" e os apelos por "uma solução diplomática para o conflito face à agressão, provocação e acusações falsas da Rússia".

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, defendeu na terça-feira que deve ser "evitado um conflito maior" com a Rússia, durante um encontro em Washington com o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba.

No início da reunião, Lloyd Austin elogiou a "resposta ponderada da Ucrânia" e os apelos por "uma solução diplomática para o conflito face à agressão, provocação e acusações falsas da Rússia".

"Vamos continuar a trabalhar de perto convosco [Ucrânia] e vamos permanecer em uníssono com os nossos aliados e parceiros para tentar encontrar uma forma de evitar mais conflitos", disse o líder do Pentágono.

Por seu lado, Dmytro Kuleba, disse que queria conhecer Lloyd Austin, indicando que "hoje em dia, a diplomacia também significa defesa".

"A minha mensagem é simples: uma Ucrânia forte é a melhor oposição à Rússia", acrescentou.

A Ucrânia, cercada no norte, sul e leste por 150 mil soldados russos, procura fortalecer a sua defesa aérea.

O encontro surge depois de, na segunda-feira, Vladimir Putin ter ordenado a mobilização do Exército russo para "manutenção da paz" nos territórios separatistas no leste da Ucrânia, que reconheceu como independentes.

Putin assinou dois decretos que pedem ao Ministério da Defesa russo que "as Forças Armadas da Rússia assumam as funções de manutenção da paz no território" das "repúblicas populares" de Donetsk e Lugansk.

Este reconhecimento já foi condenado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo Governo, nomeadamente pelo primeiro-ministro, António Costa, assim como pela União Europeia, que garantiu uma resposta ocidental "com unidade e firmeza".

O Ocidente e a Rússia vivem atualmente um momento de forte tensão, com o regime de Moscovo a ser acusado de concentrar pelo menos 150.000 soldados nas fronteiras da Ucrânia, numa aparente preparação para uma potencial invasão do país vizinho.

Moscovo desmente qualquer intenção bélica e afirma ter retirado parte do contingente da zona.

Nos últimos dias, o clima de tensão agravou-se ainda mais perante o aumento dos confrontos entre o exército da Ucrânia e os separatistas pró-russos no leste do país, na região do Donbass, onde a guerra entre estas duas fações se prolonga desde 2014.

ACOMPANHE AQUI A ESCALADA DE TENSÃO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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