"Personae non gratae." Doze diplomatas russos da ONU expulsos dos EUA

Embaixador russo na ONU voltou a acusar a Ucrânia de ter começado a guerra.

Vasily Nebenzya, embaixador russo na ONU, revelou esta segunda-feira que 12 diplomatas russos da ONU foram considerados "personae non gratae" e expulsos dos EUA, tendo de sair do país até ao final de março. Depois voltou a acusar a Ucrânia de ter começado a guerra, apoiada pelo "mundo ocidental", que disponibilizou armas, colocou milhares de militares junto às fronteiras e aumentou "as provocações".

"Percebemos que isto não nos levaria a lado nenhum, por isso é que começámos esta operação militar em Donbass, na Ucrânia. Esta guerra não foi começada por nós, estamos a pôr fim a uma guerra que foi começada pela Ucrânia. Muitas vezes foi dito que não iríamos planear uma operação militar em Donbass a não ser que ameaçassem estas repúblicas. Era inevitável o que aconteceu nestas circunstâncias", explicou Vasily Nebenzya em conferência de imprensa na sede da ONU, em Nova Iorque.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e quase 500 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

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