Pessoa resgatada junto às Canárias em embarcação onde 40 migrantes podem ter morrido

A migrante socorrida revelou que 40 pessoas terão morrido a bordo na travessia desde o Norte de África.

Uma migrante socorrida na quinta-feira ao largo do arquipélago das Canárias, numa embarcação com dois cadáveres, afirmou que 40 pessoas terão morrido a bordo na travessia desde o Norte de África, indicou a guarda costeira espanhola.

Uma migrante socorrida na quinta-feira ao largo do arquipélago das Canárias, numa embarcação com dois cadáveres, afirmou que 40 pessoas terão morrido a bordo na travessia desde o Norte de África, indicou a guarda costeira espanhola.

Esta mulher, que se encontrava "em má condição", foi transportada para um hospital em Las Palmas, indicou à AFP um porta-voz da guarda costeira.

Avisados por um petroleiro que tinha avistado a embarcação, os salvadores encontraram a mulher a 250 km das Canárias, ao largo da costa do noroeste de África.

A migrante disse que tinha começado a viagem com "uma quarentena de pessoas", segundo o mesmo porta-voz.

As chegadas de migrantes às Canárias, que pressupõem uma travessia particularmente perigosa, conheceram um aumento exponencial desde o final de 2019, com o endurecimento dos controlos no Mediterrâneo.

Em 2020, ano recorde depois de outra crise em 2006, chegaram às Canárias 23.023 pessoas, ou seja, oito vezes mais do que no ano anterior, segundo o Ministério do Interior de Espanha.

O fluxo manteve-se e nos primeiros sete meses deste ano chegaram mais 7.531 migrantes às Canárias, o que é mais do dobro dos registados no mesmo período de 2020.

Segundo a Organização Internacional das Migrações, em 2020, na rota marítima para as Canárias, morreram ou desapareceram 850 migrantes.

Por seu lado, a organização não governamental espanhola Caminando Fronteras, muito ativa no domínio das migrações, garante que pelo menos 1851 pessoas perderam a vida ao tentarem fazer a travessia.

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