Primeiro balanço de ataque ao teatro de Mariupol aponta para um ferido grave

Até agora, o conselho municipal de Mariupol contabiliza um ferido grave no teatro. Não há mortos.

O primeiro balanço revela que não há mortes após o ataque ao teatro de Mariupol, apenas um ferido grave. A informação está a ser avançada pela AFP, que cita o conselho municipal da cidade, e surge depois de, num vídeo, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ter revelado que 130 pessoas tinham sido resgatadas, mas ainda haveria centenas debaixo dos escombros.

Pouco antes, também a comissária para os direitos humanos do parlamento da Ucrânia tinha confirmado o resgate de civis, mas dava igualmente conta da informação de que 1300 pessoas estavam "no refúgio antiaéreo". Até agora, o conselho municipal de Mariupol contabiliza apenas um ferido grave no teatro.

"Segundo informações preliminares, não existem mortos. Mas há informações sobre uma pessoa gravemente ferida. A remoção dos escombros prossegue e as informações sobre as vítimas serão completadas", indicou na rede Telegram o conselho municipal desta cidade do sudeste da Ucrânia.

No momento do ataque, "até mil pessoas", sobretudo "mulheres, crianças e idosos", encontravam-se no edifício, segundo a mesma fonte.

Quanto aos combates, o presidente da câmara confirmou, esta sexta-feira à tarde, que já chegaram ao centro da cidade. As batalhas com tanques e metralhadoras estão a acontecer no centro ou no que resta dele.

O autarca conta que já não há um pedaço de cidade que não tenha sinais de guerra. Na quarta-feira, as autoridades ucranianas acusaram a aviação russa de ter bombardeado "intencionalmente" este teatro de Mariupol, onde estavam refugiados centenas de habitantes.

A Rússia desmentiu e atribuiu a ação ao batalhão Azov, o regimento neonazi incorporado na Guarda Nacional ucraniana, com o objetivo de suscitar uma nova reação internacional.

Desde segunda-feira que estava escrita no pavimento à frente e na retaguarda ao teatro a palavra "criança" em maiúsculas e em russo, segundo imagens divulgadas pela empresa de tecnologia espacial Maxar.

Na quinta-feira, o município de Mariupol referiu-se a uma situação "crítica" na cidade devido a bombardeamentos "ininterruptos" e destruições "colossais". As primeiras estimativas indicam a destruição de 80% do parque habitacional.

Esta sexta-feira, o exército russo anunciou que os combates estão a decorrer no centro da cidade deste estratégico porto do mar de Azov.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 816 mortos e 1333 feridos entre a população civil, incluindo mais de 130 crianças, e provocou a fuga de cerca de 5,2 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,2 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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