Projeções dão vitória à extrema-direita liderada por Meloni em Itália

Dados apurados indicam que Giorgia Meloni será a próxima primeira-ministra italiana: partido que lidera conquistou entre 22 e 26% dos votos.

As primeiras sondagens à boca das urnas em Itália dão a vitória à coligação de centro-direita, que regista entre 41 e 45 por cento dos votos. Nesta, o partido Irmãos de Itália, liderado por Giorgia Meloni, é o partido que recolhe mais votos, com 22 a 26%, revela a sondagens à boca das urnas feita pelo Consorzio Opinio Italia para a cadeia de televisão Rai, citada pela ANSA.

Além do Irmãos de Itália, fazem parte da ligação partidária à direita o partido conservador Forza Italia, de Sílvio Berlusconi, que conseguirá 8,5 a 12,5% e o Lega, de Matteo Salvini, que junta 6 a 8%. Nas contas entra também o Noi Moderati, com 0,5 a 2,5%.

Salvini foi o primeiro a reagir nas redes sociais. O líder do Lega acredita que "será uma longa noite", mas afirma que a coligação de centro-direita está "em clara vantagem".

Elisabetta De Georgi, professora de Ciência Política da Universidade de Trieste, explica à TSF que, perante estes resultados, tudo indica que Giorgia Meloni seja a primeira mulher a liderar um Governo em Itália.

"Podemos dizer que, com grande probabilidade - porque estamos a falar de dados de sondagens e não de dados reais -, que Giorgia Meloni e o seu partido são quem vai sair destas eleições como vencedores", assinala, pelo que a candidata "vai ser, provavelmente, a próxima primeira-ministra".

No quadro geral, o segundo partido mais votado deste domingo é o Partido Democrático, de Enrico Letta, com um resultado entre 17% e 21%. Este é o maior partido da coligação de centro-esquerda, cujos resultados serão de entre 25,5 e 29,5%, e do qual fazem parte também o Verdi-Si (3 a 5%), o +Europa (2,5 a 4,5%) e o Impegno civico (0 a 2%).

O Movimento 5 Stelle consegue entre 13,5 e 17,5% da votação e o Azione-Italia Viva coloca-se no patamar dos 6,5 a 8,5%. O Italexit, com 0,5 a 2,5%, fecha as contas.

A professora Elisabetta De Georgi nota, sobre o 5 Stelle, que Itália pensava-se que "mais eleitores podiam significar mais votos" no movimento, "especialmente no Sul", região que acabou por registar uma elevada abstenção. Ainda assim, o movimento parece "ter obtido mais do que se pensava inicialmente", ainda que seja "muito menos" do que o que conquistou em 2018.

A taxa de abstenção poderá atingir cerca de 36%, mais nove pontos do que nas eleições de 2018. Elisabetta De Georgi nota que este dado indica que "os eleitores italianos estão a aproximar-se mais dos eleitores do resto da Europa, porque a abstenção está infelizmente a subir há anos em muitos países europeus".

Esta manhã, a ideia era a de que "estava a acontecer o contrário, com os eleitores a irem votar muito", algo que acabou por não se manter ao longo do dia. Mais de 50 milhões de italianos foram chamados a votar nestas eleições legislativas.

As últimas sondagens, publicadas há cerca de 15 dias porque não são permitidas nas últimas semanas de campanha, já apontavam para uma vitória do partido de Giorgia Meloni, com 24% a 25% das intenções de voto, à frente do Partido Democrático, de Enrico Letta, com 21% a 22% dos votos.

Devido à pulverização partidária, nenhum partido deverá obter uma maioria suficiente para governar sozinho.

A direita e a extrema-direita conseguiram um acordo de coligação que poderá levar Giorgia Meloni ao poder, juntamente com o partido conservador Força Itália, do ex-primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, e da Liga, de Matteo Salvini, conhecido pela sua política dura contra a imigração.

*Notícia atualizada às 00h41

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de