Protestos no Irão: comunidade em Portugal pede a Marcelo e Costa que "digam qual a sua posição"

Dezenas de pessoas manifestaram solidariedade às mulheres iranianas em Coimbra. A comunidade considera ser essencial a ajuda da comunidade internacional para a causa do povo iraniano.

"Mulheres, vida e Liberdade" foi um dos slogans que ecoaram, esta tarde, na baixa de Coimbra em solidariedade com as mulheres do Irão. Os protestos no país duram há duas semanas e acontecem depois da morte de uma jovem de 22 anos, Mahsa Amini, que tinha sido detida pela polícia dos costumes.

Naghmeh Ivaki, a viver em Portugal há 13 anos, entende que o apoio da comunidade internacional é essencial na causa iraniana e que, sem ele, o "custo é muito alto" para os iranianos.

A iraniana deixou ainda um apelo ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao primeiro-ministro, António Costa para que "digam qual a sua posição" sobre a situação do Irão: "Acho que a posição é clara para mim, mas eles devem dizer. Em segundo, eles têm de chamar o embaixador do Irão e pedir que lhes explique a situação. E talvez também chamar o embaixador que está no Irão. Porque temos um governo fascista que faz tudo para conseguir manter a sua ideologia e não é fácil para os iranianos. Nunca foi."

Nesta iniciativa, que juntou dezenas de pessoas na Praça 8 de Maio, marcou presença o presidente da Câmara Municipal de Coimbra. José Manuel Silva, que numa declaração curta, expressou solidariedade com o povo iraniano. Participaram também a professora universitária Catarina Martins e Diana Silver, da Internacional Women International Group Coimbra.

O professor e antigo deputado do Bloco de Esquerda José Manuel Pureza foi outro dos intervenientes, considerando que esta é uma luta das mulheres iranianas e de todas as mulheres, mas também deve ser uma luta dos homens: "É uma luta contra as polícias da moral. De uma moral que é sempre do controlo e da repressão das mulheres e essa é uma luta que tem de ser dos homens também."

As manifestações de apoio aos iranianos repetiram-se hoje um pouco por todo o mundo. Em Portugal, além de Coimbra, iniciativas semelhantes tiveram lugar em Lisboa e no Porto. Embora sem números oficiais, a comunidade iraniana em Coimbra diz contar com 50 a 100 pessoas.

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