Ratzinger "deve" pedir perdão pelo encobrimento de abusos sexuais na igreja alemã

O antigo papa encobriu casos que envolviam sacerdotes que tinham cometido abusos sexuais permitindo que se mantivessem em funções, de acordo com um relatório divulgado este mês.

O presidente da Conferência Episcopal alemã defendeu esta segunda-feria que o Papa Emérito Bento XVI deve pedir desculpa pelas posições que tomou nos escândalos sobre abusos sexuais na igreja católica e assumir culpas no encobrimento de casos na Alemanha.

"Deve pronunciar-se, deve deixar de lado as recomendações dos assessores e dizer: carrego a culpa, cometi erros, peço perdão aos afetados", disse Georg Batzing ao canal de televisão alemão ZDF.

Para Georg Batzing, um dos problemas de Bento XVI foi ter-se rodeado de assessores "que não são os melhores".

Um relatório sobre os casos de abusos sexuais na Igreja Católica refere que Joseph Ratzinger (Papa Emérito Bento XVI) quando era arcebispo de Munique encobriu casos que envolviam sacerdotes que tinham cometido abusos sexuais permitindo que se mantivessem em funções.

Joseph Ratzinger negou os casos assim como chegou a afirmar - por escrito - que não participou numa reunião que decidiu pela transferência de um padre, envolvido num caso de abusos sexuais, para a diocese de Munique.

Mais tarde Ratzinger teve de corrigir as declarações sobre a participação na reunião sobre o sacerdote.

Georg Ganswein, secretário de Joseph Ratzinger, mantém que não houve intenção de mentir e que o que aconteceu foi um "problema na redação" do documento sobre a reunião.

Joseph Ratzinger, 94 anos, Papa entre 2005 e 2013, foi nomeado arcebispo de Munique em 1977 pelo Papa Paulo VI.

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