Reportagem TSF: "Num minuto, tudo pode mudar." Sirenes soam em Lviv

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou, este sábado, a avanços nas negociações para a paz.

Pela segunda vez, em meia hora, soaram as sirenes que alertam para a possibilidade de um ataque aéreo, em Lviv, conta o enviado especial da TSF à Ucrânia, Pedro Cruz. "Um som opressivo e opressor que rasga o dia", descreve o repórter.

"Estava uma manhã calma numa cidade relativamente normal. Muitas pessoas estavam na rua, a fazer a vida dita normal, num sábado de sol, e tiveram de recolher-se dentro de edifícios, passagens subterrâneas e abrigos", relata o enviado da TSF em Lviv. "De um momento para o outro, num país em guerra, tudo pode mudar."

A cidade, próxima da fronteira da Ucrânia com a Polónia, era um dos locais que tinham sido poupados no país, havendo ainda "muitas pessoas nas ruas e muitas lojas abertas", nota o repórter. No entanto, desde o último fim de semana, foi atacada pelas forças russas em dois alvos estratégicos: um a uma base militar e outro a uma fábrica de manutenção de aeronaves.

"Com estes ataques, os russos querem dizer que conseguem chegar a qualquer parte da Ucrânia, mesmo que não tenham forças terrestres no terreno, como é o caso aqui em Lviv", indica Pedro Cruz.

A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 816 mortos e 1.333 feridos entre a população civil, incluindo mais de 130 crianças, e provocou a fuga de cerca de 5,2 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,2 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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