Armamento "de grande precisão". Rússia anuncia ter usado mísseis hipersónicos na Ucrânia

Este armamento é altamente manobrável e desafia todos os sistemas de defesa antiaérea.

O Ministério da Defesa russa afirmou esta sábado ter usado mísseis ar-terra hipersónicos para destruir um depósito de armas subterrâneo, no leste da Ucrânia, na sexta-feira.

O míssil Kinjal é altamente manobrável e desafia todos os sistemas de defesa antiaérea, afirmou Moscovo.

Esta é a primeira vez que são usados na invasão russa da Ucrânia, de acordo com a agência de notícias estatal russa Ria Novosti.

"[Os mísseis hipersónicos] são um tipo de armamento que está perfeitamente identificado", explica o general Pinto Ramalho em declarações à TSF. "As principais características são realmente a velocidade de movimento, que dificulta a sua interceção, dificulta a sua localização, e produz os efeitos que se pretender, consoante a carga explosiva e a ogiva que transportar."

"É um míssil de grande precisão e o facto de ter sido empregue pela primeira vez, segundo as informações do lado russo, significa que utilizou um meio adequado à destruição de um objetivo militar, evitando danos colaterais, baixas civis", afirma Pinto Ramalho.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 816 mortos e 1.333 feridos entre a população civil, incluindo mais de 130 crianças, e provocou a fuga de cerca de 5,2 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,2 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Notícia atualizada às 10h57

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