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O ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, anunciou nesta segunda-feira que as manobras conjuntas militares na Rússia e na Bielorrússia estão, em parte, a finalizar, apesar de o Ocidente temer a iminência de uma invasão da Ucrânia.
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"Há alguns exercícios em curso. Uma parte está terminada, outra está a ser concluída. Outros ainda em curso, tendo em conta a dimensão destes exercícios que foram planeados e iniciados em dezembro", explicou Shoigu, durante uma reunião com o Presidente russo, Vladimir Putin, que foi transmitida por estações televisivas nacionais.
Ao mesmo tempo, o ministro da Defesa ucraniano, Oleksi Reznikov, considerou "positiva" uma conversa telefónica com o seu homólogo bielorrusso, Vitkor Khrenin, onde foram discutidas as manobras militares conjuntas na Rússia e na Bielorrússia, perto das fronteiras da Ucrânia.
"Vi um sinal positivo e um primeiro passo para uma cooperação frutífera", disse o ministro ucraniano.
Entretanto, começaram a chegar à Lituânia, país membro da NATO, os primeiros reforços militares alemães, no âmbito da consolidação de tropas da Aliança Atlântica na Europa de Leste, face à ameaça de uma invasão russa da Ucrânia.
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Um avião de transporte militar com algumas dezenas de soldados alemães a bordo, dos 350 prometidos recentemente, chegou a Kaunas, a segunda maior cidade do país báltico.
A Alemanha já tem 550 soldados estacionados na Lituânia e lidera neste país o batalhão multinacional da NATO.
As forças adicionais serão apoiadas por cem veículos militares, explicou o comandante do grupo de batalha, Daniel Andrae.
A Lituânia, membro da União Europeia com 2,8 milhões de habitantes, tem fronteiras comuns com a Rússia e a Bielorrússia.
Como parte de intensas negociações diplomáticas desencadeadas pela crise nas fronteiras ucranianas, o chanceler alemão, Olaf Scholz, aterrou nesta segunda-feira em Kiev, para negociações, antes de uma visita a Moscovo.