Russos e ucranianos voltam às conversações, a máquina da resistência em Lviv e outros destaques TSF

O Presidente da Ucrânia quer que o país seja reembolsado por todos os danos causados pela Rússia.

Uma delegação ucraniana disse esta quinta-feira que estava a caminho da segunda ronda de conversações de cessar-fogo com a Rússia na fronteira Bielorrússia-Polónia, enquanto na Ucrânia o Presidente Volodymyr Zelensky garantia que a Rússia vai pagar por todos os danos infligidos à Ucrânia.

Do lado da Rússia, Sergei Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros, acusou os políticos ocidentais de ponderar uma "guerra nuclear".

Em Lviv, na Ucrânia, a TSF esteve numa verdadeira linha de montagem de fabrico de bombas artesanais, os conhecidos cocktail Molotov. Nos arredores desta cidade ucraniana, mais de 200 pessoas ajudam a produzir milhares de engenhos explosivos.

Na capital, Kiev, Galyna Akhmadzai tem passado os últimos dias num abrigo que construiu com os vizinhos, na garagem do prédio onde vivem. A ucraniana contou à TSF que, de dia para dia, a situação é mais perigosa e todos têm medo de sair de casa.

Depois de o Tribunal Penal Internacional (TPI) ter anunciado que está a recolher provas sobre a existência de crimes de guerra e crimes contra a Humanidade cometidos pelos russos na Ucrânia, Anabela Alves, jurista portuguesa no TPI, em Haia, afirma à TSF, sem margem para dúvida, que os russos estão a cometer crimes de guerra porque estão a bombardear alvos civis.

Um milhão de ucranianos estão já na União Europeia devido à invasão ​​​​​​​russa do país, revelou a Comissão Europeia, esperando mais milhões de refugiados e a entrada em vigor "em dias" da legislação que permite corredores humanitários.

Pelo menos 227 civis, incluindo 15 crianças, foram mortos e outros 525 ficaram feridos na invasão da Rússia à Ucrânia, indica um comunicado do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

O combate entre ucranianos e russos, que dura já há uma semana, inaugurou uma nova frente de batalha: a da desinformação. Quase ao ritmo dos violentos bombardeamentos, as partes em confronto disseminam notícias falsas que alimentam objetivos políticos. O investigador Miguel Crespo identificou, na TSF, alguns passos simples para evitar cair na armadilha da desinformação.

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