Sanções seriam imediatas contra a Rússia em caso de invasão da Ucrânia, garante chanceler alemão

Scholz assegura que a invasão da Ucrânia "levaria a duras sanções", que foram preparadas "cuidadosamente" e que podem ser colocadas em prática "imediatamente, com os aliados na Europa e no seio da NATO".

O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, disse neste domingo que as sanções ocidentais contra a Rússia entrariam em vigor "imediatamente" em caso de invasão da Ucrânia por Moscovo.

"No caso de uma agressão militar contra a Ucrânia, que poria em risco a sua soberania e integridade territorial, isso levaria a duras sanções, que preparámos cuidadosamente e que podemos pôr em prática imediatamente com os nossos aliados na Europa e no seio da NATO", disse neste domingo Scholz, na véspera de uma viagem a Kiev e depois a Moscovo na terça-feira.

O Ocidente acusa a Rússia de ter concentrado dezenas de milhares de tropas junto às fronteiras da Ucrânia para invadir novamente o país vizinho.

Os Estados Unidos alertaram na sexta-feira que um ataque russo pode acontecer "a qualquer momento" e pediram aos seus cidadãos que abandonassem o país rapidamente.

Desde então, dezenas de governos, incluindo o de Portugal, aconselharam os seus cidadãos a sair da Ucrânia.

A Rússia nega pretender invadir a Ucrânia, mas condiciona o desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para garantir a sua segurança.

Essas exigências incluem garantias juridicamente válidas de que a Ucrânia nunca fará parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e o regresso das tropas aliadas nos países vizinhos às posições anteriores a 1997.

Os Estados Unidos e os seus aliados da NATO e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) recusam tais exigências.

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