Sete mortos e 34 feridos em ataque russo em Kharkiv

As autoridades locais referem que "uma dúzia de casas e um depósito de autocarros foram danificados".

Sete pessoas morreram no domingo e 34 ficaram feridas num ataque russo numa zona residencial em Kharkiv, a principal cidade do nordeste da Ucrânia, informaram as autoridades locais.

"Os ocupantes russos bombardearam edifícios residenciais no distrito de Slobodskyy, em Kharkiv. Como resultado, uma dúzia de casas e um depósito de autocarros foram danificados. De acordo com informações preliminares, sete pessoas morreram e 34 ficaram feridas, incluindo três crianças", disse a mesma fonte.

Entretanto, o Ministério da Defesa russo acusou hoje as autoridades ucranianas de "impedir" a operação de retirada de civis da cidade de Mariupol, cenário de combates sangrentos entre o exército russo, as milícias de Donbass e as forças armadas ucranianas.

"Infelizmente, as operações humanitárias bem organizadas e bem preparadas para salvar os residentes de Mariupol e cidadãos estrangeiros foram cinicamente frustradas pelo lado ucraniano", disse o chefe do centro de controlo da Defesa Nacional da Rússia, o coronel-general Mikhail Mizintsev.

Segundo o oficial militar russo, o troço da estrada adjacente a Mariupol "foi repetidamente atacado por unidades do exército ucraniano e por batalhões nacionalistas com morteiros e armas de alto calibre".

"Como resultado, a coluna humanitária acompanhada por representantes do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) esteve dois dias à espera do cessar-fogo dos nacionalistas e da confirmação por parte das autoridades de Kiev do 'regime de silêncio' [ou um cessar-fogo local], que não teve lugar", disse.

Mizintsev assegurou que o lado russo criou "todas as condições necessárias para garantir a segurança dos corredores humanitários para retirar civis e estrangeiros de Mariupol para Berdyansk e depois para a Crimeia, para Zaporijia, ou por mar" à escolha dos refugiados.

Assim, denunciou, as iniciativas humanitárias promovidas pela França, Alemanha, Turquia e apoiadas pela Rússia foram "cinicamente ignoradas por Kiev".

Moscovo anunciou que, a pedido da Turquia, reabriria o corredor humanitário de Mariupol a partir das 06h00 de 04 de abril e manifestou a sua disponibilidade para permitir a entrada e saída dos navios do porto de Berdyansk.

Contudo, salientou que "o sucesso desta operação humanitária depende apenas do lado ucraniano", uma vez que as formações nacionalistas "não obedecem a Kiev na prática e continuam a abrir constantemente fogo sobre os corredores humanitários".

Mizintsev observou que os militares russos conseguiram hoje retirar 27.893 pessoas, incluindo 5.535 crianças, de "áreas perigosas" na Ucrânia.

Nas últimas 24 horas, 1.939 refugiados foram retirados de Mariupol para o leste.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.325 civis, incluindo 120 crianças, e feriu 2.017, entre os quais 168 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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