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Após a chegada da líder da Câmara dos Representantes norte-americana, Nancy Pelosi, Taiwan revelou ter detetado esta terça-feira 21 incursões chinesas na zona de identificação de defesa aérea.
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O avião que transportou Pelosi e a respetiva comitiva aterrou por volta das 15h43 (hora de Lisboa) em Taiwan, apesar de a China ter ameaçado com "consequências desastrosas" caso se confirmasse a visita da representante norte-americana ao território, que Pequim encara como uma província separatista.
Na sequência da visita de Pelosi, a China anunciou ter entrado em "alerta máximo" e que vai lançar "uma série de operações militares", que considera como "contramedidas".

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Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Wu Qian, citado pela agência noticiosa oficial Xinhua, Pequim vai "defender resolutamente a soberania nacional e a integridade territorial" da China.
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Antes, a Xinhua tinha noticiado que o exército chinês vai realizar entre quinta-feira e domingo exercícios navais militares, que incluem fogo real, em seis áreas marítimas em redor da ilha de Taiwan.
Por outro lado, e sobre a visita de Pelosi, segundo também a Xinhua, o Escritório de Trabalho de Taiwan do Comité Central do Partido Comunista da China (PCC) defendeu hoje que o "conluio" do Partido Democrático Progressista (DPP) de Taiwan com os Estados Unidos "trai os interesses nacionais [chineses] e só empurrará" a ilha para o "abismo".
A China considerou esta terça-feira que a visita de Pelosi, "à região chinesa de Taiwan" demonstra uma atitude "extremamente perigosa" dos Estados Unidos.
Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirma condenar "veementemente" a visita de Pelosi, que "desconsiderou as severas advertências" de Pequim, e "envia sinais errados" às "forças separatistas que procuram a independência de Taiwan".
Por seu lado, Pelosi considerou que a visita a Taiwan demonstra o "apoio incondicional" dos Estados Unidos.
Num comunicado publicado pouco depois de ter aterrado na ilha, Pelosi e os membros da delegação do Congresso sublinham que a visita "honra o inabalável compromisso no apoio à vibrante democracia em Taiwan", e asseguram que "não contradiz a política de longa data dos Estados Unidos", baseada em acordos estabelecidos com Taiwan e a China.
Neste contexto, a delegação reafirma que Washington "continuará a opor-se aos esforços unilaterais para alterar o status quo" do território.