"Uber Files." Taxistas europeus manifestam-se esta quinta-feira em Bruxelas

Portugal estará representado pela Federação Portuguesa do Táxi, a Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros e a Associação Nacional Táxis Unidos de Portugal. O objetivo do protesto é exigir medidas à Comissão Europeia na sequência do caso "Uber Files".

As associações portuguesas do setor dos táxis participam esta quinta-feira numa manifestação de taxistas europeus, em frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, para exigir medidas desta instituição após o caso "Uber Files".

A Federação Portuguesa do Táxi, a Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e a Associação Nacional Táxis Unidos de Portugal (ANTUP) estarão assim representadas em Bruxelas.

O objetivo do protesto "é exigir da Comissão Europeia, Parlamento Europeu e parlamentos dos respetivos Estados-membros consequências da promiscuidade agora revelada - com factos - que permitiram a invasão e instalação desta multinacional [Uber] na Europa".

Pretende-se conhecer as intenções da Comissão Europeia após a divulgação do caso, exigir inquéritos parlamentares, sanções e compensações, e reivindicar que "seja claramente marcada a diferença entre o serviço de utilidade pública do táxi e as ofertas da iniciativa privada".

O presidente da ANTRAL, Florêncio Almeida, acusa os governos europeus de conivência com a Uber. "Os governos da União Europeia têm feito alguma coisa, mas é para os apoiar, não é para os investigar naquilo que eles fizeram de mal na zona europeia. Eles tentam é encobri-los e apoia-los para os meterem dentro do mercado como fizeram, há um conluio no meio desta corrupção toda que devia ser investigada a sério, porque, doa a quem doer, isto não pode acontecer", considera, em declarações à TSF.

Do manifesto fazem ainda parte a exigência da orçamentação para a modernização e descarbonização do serviço de utilidade pública do táxi, e de um travão na liberalização do serviço de utilidade pública do táxi, sobre o qual as associações europeias não foram ouvidas.

A investigação "Uber Files" envolveu 40 meios de comunicação em 29 países (Portugal não está nesta lista de 'media partners', embora o caso português tenha sido abordado), e analisou mais de 124 mil documentos. Concluiu que, entre 2013 e 2017, o então CEO da plataforma de transporte, Travis Kalanick, deu aval a uma estratégia (inclusive em Portugal) que explorava a violência contra motoristas da Uber para promover a imagem da empresa contra os taxistas e os governos que criavam problemas ao seu negócio.

* Notícia atualizada às 10h56

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