Ao fim de quase quatro semanas, há rotação de trabalhadores em Chernobyl

Depois de terem trabalhado durante quase quatro semanas no local controlado pelas tropas russas, alguns funcionários da central nuclear de Chernobyl vão poder regressar a casa e ser substituídos por outros trabalhadores.

Pela primeira vez desde a invasão russa, a Ucrânia conseguiu fazer a rotação dos funcionários que trabalham na central nuclear de Chernobyl, confirmou, esta segunda-feira, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

A Ucrânia disse à AIEA que cerca de metade do pessoal estava "finalmente" em condições de regressar às suas casas no domingo, depois de ter trabalhado no local controlado pela Rússia durante quase quatro semanas, explicou o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi.

Os funcionários que estão agora em casa foram substituídos por outros trabalhadores, confirmou Grossi. "É um desenvolvimento positivo que algum pessoal da central nuclear de Chernobyl tenha agora rodado e regressado às suas famílias."

"Merecem todo o nosso respeito e admiração por terem trabalhado nestas circunstâncias extremamente difíceis. Eles estiveram lá durante demasiado tempo. Espero sinceramente que o restante pessoal deste turno possa também rodar em breve", acrescentou.

Cerca de cem técnicos têm trabalhado para manter a central nuclear que foi tomada pelas tropas russas no primeiro dia da invasão, a 24 de fevereiro.

Grossi, que tinha manifestado profunda preocupação com o bem-estar do pessoal ucraniano no local, "congratulou-se com a notícia sobre a rotação parcial do pessoal", referiu a AIEA. "Antes da rotação de hoje, o mesmo turno de trabalho tinha estado no local desde o dia anterior à entrada das forças russas na área."

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 902 mortos e 1.459 feridos entre a população civil, incluindo mais de 170 crianças, e provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,3 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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