Ucrânia pronta para negociar com Rússia sobre "neutralidade"

Atualmente a Ucrânia não faz parte da NATO nem da União Europeia, embora queira aderir a ambos.

A Ucrânia quer paz e está pronta para negociar com a Rússia, incluindo sobre a neutralidade em relação à NATO, revelou à Reuters esta sexta-feira Mykhailo Podolyak, conselheiro presidencial ucraniano.

"Se as conversações forem possíveis devem ser feitas. Se em Moscovo dizem que querem manter conversações, incluindo sobre o estatuto de neutralidade, não temos medo disso. Podemos falar sobre isso também. A nossa prontidão para o diálogo faz parte da nossa persistente procura pela paz", explicou Mykhailo Podolyak numa mensagem de texto enviada à agência noticiosa.

Atualmente a Ucrânia não faz parte da NATO nem da União Europeia, embora queira aderir a ambos. O país até desistiu das suas armas nucleares em troca de garantias de segurança por parte dos países europeus.

Depois de os protestos pró-democracia terem derrubado um presidente ucraniano aliado da Rússia em 2014, Moscovo passou a apoiar os rebeldes que combatem as tropas governamentais no leste do país. Oito anos depois, o Presidente russo Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, na quinta-feira, e agora as suas tropas avançam para a capital, Kiev.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos mais de 120 mortos, incluindo civis, e centenas de feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 100.000 deslocados no primeiro dia de combates.

O Presidente russo explicou a "operação militar especial" na Ucrânia com a necessidade de "desmilitarizar e desnazificar" o seu vizinho e disse que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário, dependendo de seus "resultados" e "relevância".

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

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