Zelensky insiste em acusar a Rússia de criar risco nuclear em Zaporizhzhia

Presidente ucraniano acusa a Rússia de "usar, conscientemente, uma central nuclear para terrorismo e provocações armadas". Conselho de Segurança das Nações Unidas vai discutir esta quinta-feira a situação em Zaporizhzhia, a pedido da Rússia.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou esta quinta-feira a acusar a Rússia de aumentar o risco de um possível acidente nuclear na central de Zaporizhzhia, alertando que seria a maior catástrofe do género da História.

"A Rússia usa conscientemente uma central nuclear para o terrorismo e provocações armadas. Está a manter a fábrica refém, a colocar ali equipas de combate e depois a culpar outros", disse Zelensky numa intervenção à distância no início de uma conferência de doadores para a Ucrânia no parlamento dinamarquês.

O Presidente ucraniano referiu-se ao acidente nuclear em Chernobyl, em 1986, então em território da URSS e assegurou que as autoridades russas são "mais cínicas" do que as soviéticas, uma vez que "fazem tudo o que é possível para que o risco de catástrofe nuclear seja o máximo".

Os militares russos controlam a central nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, desde os primeiros dias da sua intervenção militar na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro.

Moscovo acusou nos últimos dias Kiev de serem os ucranianos a atacar a central e promover o "terrorismo nuclear", enquanto a Ucrânia culpa a Rússia, ao manter tropas em Zaporizhzhia, de criar uma situação perigosa para a Europa.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai discutir esta quinta-feira a situação em Zaporizhzhia, a pedido da Rússia.

O discurso de Zelensky abriu uma conferência com representantes de 26 países, incluindo vários ministros da Defesa, e marcando uma nova fase de apoio económico e militar à Ucrânia da União Europeia (UE), Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Japão.

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