Duas pessoas, auscultadores e folha de papel em branco? Um auto teatro

No Dia Mundial do Teatro, que se assinala este domingo, o Teatro Viriato, em Viseu, e o Teatro do Bairro Alto, em Lisboa, fazem uma proposta inédita em Portugal: um auto teatro.

Not to Scale é um espetáculo que surge pela primeira vez em Portugal. Duas pessoas são levadas a partilhar experiências e a entrelaçarem-se através do desenho. Quem participa é em simultâneo intérprete e público.

Quando entramos no Teatro Viriato, Maria João Rochete está a dar as boas vindas a um grupo de estudantes, que visitam o espaço onde no Dia Mundial dedicado a esta arte cada espectador é convidado a fazer o seu próprio teatro. "Convidamos oito pessoas a estarem no estúdio de dança do Teatro Viriato, com vista privilegiada para a cidade e para a Sé e durante uma hora o espectador vai ser convidado a criar um teatro", explica.

Um trabalho a pares, entre duas pessoas que não se conhecem, mas que durante uma hora vão, em conjunto, criar um teatro. "Sentamos os dois a uma mesa e colocamos os auscultadores, de onde nos contam uma história. À frente, numa folha em branco, participamos na história desenhando-a", acrescenta.

A diretora adjunta do Teatro Viriato refere que se trata da estreia da versão portuguesa de Not to scale. Em Viseu, vai estar Ant Hampton, um dos autores do projeto. "É uma oportunidade de conhecerem um dos autores da peça", salienta. Além de Ant Hampton, Not to Scale conta ainda com a assinatura de Tim Etchells. Um auto teatro, dois espectadores numa criação partilhada.

Em Viseu, no Teatro Viriato, esta experiência de auto teatro pode ser vivida este fim de semana, entre as 15h00 e as 20h00, repartida por cinco sessões. Repete depois numa sessão na terça e na quarta-feira. A lotação máxima é de oito pessoas por sessão.

Em Lisboa, na galeria Brotéria, junto ao Príncipe Real, de 29 de março a 06 de abril, com sessões a cada quinze minutos entre as 17h00 e as 19h45.

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