Portugal tem guia da Arte Contemporânea nacional

Coimbra foi palco, este sábado, da apresentação de um guia que mapeia as várias instituições de Arte Contemporânea em Portugal. Uma publicação que se pretende que seja uma ferramenta para aprofundar o conhecimento nesta área, quer em Portugal, quer na cena internacional.

Com edição bilingue, nas línguas portuguesa e inglesa, a primeira publicação-guia sobre o Turismo de Arte em Portugal pretende ser um convite para descobrir a arte contemporânea em Portugal. O PARTE BOOK insere-se na iniciativa PARTE - Portugal Art Encounters, um programa anual que apoia a internacionalização do sistema de Arte Contemporânea em Portugal.

O guia está dividido por regiões e o editor Ricardo Gonçalves considera que pretende ser "uma ferramenta" para quiser aprofundar conhecimentos, seja a nível nacional ou internacional. A ambição é que se possa "conhecer o panorama português, as suas instituições, como se trabalha a arte contemporânea".

"O país acaba por ter uma ligação à Arte Contemporânea que as pessoas nem sempre percebem, mas ele existe. Existe sob a forma de museus, artistas e criação", afirma.

Esta publicação está dividida por regiões, com Ricardo Gonçalves a esperar que possa ser útil a quem quiser descobrir a arte em Portugal, seja cidadão nacional ou turista, numa altura em que o turismo de arte está em "expansão na Europa". O editor fala de um guia que se quer para pessoas de "diferentes idades e gerações". "Não tem propriamente idade, mas tem um proveito para todos. Podemos conhecer melhor o território e a sua ligação com a Arte", acrescenta.

A apresentação deste guia surge em paralelo com o PARTE - PORTUGAL Art Encounters que mostra Portugal a curadores internacionais e os convida a refletir sobre o conhecimento impulsionado pela arte contemporânea.

Coimbra foi a primeira cidade do país a receber o seminário internacional no âmbito deste evento. Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, descreveu esta iniciativa como "inédita, provocante e ambiciosa". O autarca destacou o facto de Coimbra ser a primeira cidade do país a receber o evento, o que, diz, está em sintonia com o lugar que a cidade quer ocupar na cena nacional e internacional da Arte Contemporânea.

José Manuel Silva acredita "que é fundamental valorizar e trabalhar a arte contemporânea e aprofundar o diálogo e cruzamento entre os universos da cultura e do turismo, criando-se e potenciando sinergias, práticas colaborativas e potencialidades convergentes".

Dia 6 de agosto, a cidade de Loulé recebe a segunda parte deste evento, com novas discussões em torno da arte contemporânea.

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